Computadores da PSP. MAI admite "situações pontuais" de lentidão

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“Não corresponde à verdade que haja esquadras que não têm acesso ao Sistema Estratégico de Informações”, reagiu o Ministério da Administração Interna
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O Ministério da Administração Interna negou esta quinta-feira que haja esquadras da Polícia de Segurança Pública sem acesso à base de dados do Sistema Estratégico de Informações, mas reconheceu “situações pontuais” em que este “está mais lento”. À RTP, Paulo Rodrigues, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia fez notar que “a maioria dos computadores está obsoleta”.

Em comunicado, o Ministério de Eduardo Cabrita reage assim à manchete da edição desta sexta-feira do Jornal de Notícias: “Polícia sem acesso à base de dados com criminosos”.

“Não corresponde à verdade que haja esquadras que não têm acesso ao Sistema Estratégico de Informações”, escreve o Ministério.

“O Ministério da Administração Interna tem conhecimento de situações pontuais em que o sistema está mais lento, não havendo informação de quebra generalizada ou prolongada no tempo no acesso ao sistema. Esta realidade não permite, assim, uma generalização e a afirmação de que milhares não suportam o Sistema Estratégico de Informações desde o passado mês de abril”, aponta.

“Mais se esclarece que todos os locais de atendimento ao público têm acesso ao SEI e que estão a decorrer os Procedimentos de Aquisição no âmbito da modernização tecnológica das Forças de Segurança”, continua a Administração Interna.

Os procedimentos a que o Ministério se refere “são desenvolvidos e financiados ao abrigo da Lei da Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança”.

O MAI explica ainda que o investimento para este ano corresponde a 5,5 milhões de euros “em equipamentos de modernização tecnológica para as Forças de Segurança”, acrescentando que “as aquisições em curso correspondem às necessidades identificadas pelas Forças de Segurança”.
“Pilar essencial”
Ouvido anteriormente pela RTP, Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), sublinhou que esta é “uma base de dados que é o pilar essencial para o funcionamento” das forças de segurança.

“É lá que se faz todo o tipo de relatórios, de ocorrências. É lá que se vai buscar a informação sobre uma pessoa, se for necessário, para identificar”, afirmou o dirigente sindical.

“Basicamente, todo o trabalho policial é desenvolvido nessa base de dados. E é preciso termos terminais, computadores, que tenham capacidade de poder aceder e trabalhar nesse Estratégico de Informações. O Sistema Estratégico de Informações é onde está todo o expediente da Polícia é realizado. É a base de dados os profissionais recorrem, por exemplo, quando têm de identificar suspeitos e aferir ao seu eventual percurso criminal”.


“A maioria dos computadores está obsoleta. Nós já o tínhamos identificado. Já tínhamos falado disto às entidades competentes”, frisou Paulo Rodrigues.

“Há mais de um ano e meio que nós identificámos esta situação. Aquilo que a Direção Nacional nos diz é que também terá colocado a questão ao Ministério da Administração Interna. Era uma questão previsível”, disse o dirigente da ASPP.

Quanto ao facto de o Governo se ter comprometido a resolver boa parte da situação até final do ano, o dirigente Paulo Rodrigues retorquiu que “quanto mais rápido melhor”.

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