Covid-19. Testes gratuitos se forem prescritos e com custo máximo de dez euros

por RTP
Manuel de Almeida - Lusa

Os testes rápidos de antigénio de uso profissional voltam, a partir de terça-feira e até final de junho, a ser gratuitos, desde que sejam prescritos e não impliquem um custo superior a dez euros para o Estado. É o que estabelece uma portaria do Ministério da Saúde publicada esta segunda-feira em Diário da República.

No documento assinado pelo secretário de Estado adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a medida é justificada com o contexto de elevada incidência da covid-19.

A portaria enfatiza a relevância da realização de testes de diagnóstico para o despiste das infeções por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para deteção precoce de casos confirmados. De acordo com o documento agora publicado em Diário da República, o preço máximo para efeitos de comparticipação é de dez euros.

"Importa garantir o acesso e a realização de Testes Rápidos de Antigénio (TRAg) de uso profissional, prescritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e financiados através de um regime especial de preços máximos para efeitos de comparticipação", lê-se na portaria.

"A pandemia da covid-19 mantém uma incidência muito elevada no país, com tendência crescente, para o que poderá contribuir o aumento de circulação de variantes com maior potencial de transmissão, estimando-se que a linhagem BA.5 da variante Omicron já seja dominante em Portugal", refere o documento.


A decisão surge depois de, na semana passada, a ministra da Saúde, Marta Temido, ter colocado de parte o regresso de testes gratuitos nas farmácias e a utilização obrigatória de máscaras.

c/ Lusa

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