Falhas no controlo aéreo alvo de diagnóstico especializado

por Lusa
Responsáveis por falhas no controlo aéreo explicam-se José Coelho - Lusa

Responsáveis do GPIAAF - Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários são esta quarta-feira ouvidos na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação sobre o relatório que concluiu ter havido “falhas no controlo aéreo”.

A audição visa as conclusões de um relatório final do GPIAAF, entidade que investiga acidentes aéreos.

O GPIAAF detetou falhas graves no controlo de tráfego aéreo nos aeroportos do Porto e de Ponta Delgada, que autorizaram descolagens e aterragens quando ainda se encontravam viaturas a realizar inspeção ou manutenção da pista.

O primeiro incidente aconteceu na noite de 27 de abril de 2021, quando um Boeing 737-400, de carga, operado pela ASL Airlines Belgium, iniciou a descolagem no aeroporto do Porto, no momento em que um veículo "follow-me", “devidamente autorizado a realizar a inspeção da pista, apercebeu-se de uma luz brilhante e questionou a torre sobre a presença de alguma aeronave a alinhar na pista”.

Um “evento semelhante” ocorreu no aeroporto de Ponta Delgada em 13 de maio deste ano, que "resultou no borrego” (abortar uma aterragem) de um A321 da TAP, quando a tripulação se apercebeu “nos últimos instantes da presença de uma carrinha de manutenção na pista, também esta previamente autorizada” pelo Controlo de Tráfego Aéreo.

Os investigadores identificaram “deficiências ao nível da gestão do pessoal e dos turnos de trabalho, que criaram condições organizacionais latentes contribuintes para os eventos”.

Além do GPIAAF, a comissão parlamentar de Economia quer ouvir a Autoridade Nacional da Aviação Civil, a NAV e a ANA sobre o mesmo assunto.

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