FNE levanta greve na componente não letiva

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A Federação Nacional da Educação (FNE) anunciou hoje o levantamento da greve à componente não letiva do horário dos professores, depois de na reunião com o governo ter obtido garantias de que a definição do horário será negociada.

À saída da reunião com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse aos jornalistas que o processo de negociação para a revisão dos horários dos professores deverá iniciar-se em janeiro, garantia suficiente para a federação decidir levantar a greve.

Os sindicatos da educação começaram hoje um processo negocial com o governo relacionado com os horários de trabalho e a progressão na carreira de alguns docentes, bem como aspetos referentes aos concursos.

Questionado sobre as declarações recentes do primeiro-ministro, António Costa, que disse ser “uma ilusão” dar tudo a todos imediatamente, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que disse não ser possível voltar às condições do período anterior à crise, Dias da Silva reafirmou a necessidade de os professores verem contabilizado para efeitos de progressão na carreira o período de congelamento.

“O relógio está a andar para a frente, porque há descongelamento, mas também aquilo que está mal deve ser corrigido. Quando estamos doentes temos que nos recompor. O que acontece na declaração de compromisso é uma recomposição, ou seja, por bem aquilo que está mal e é isso que vamos fazer a partir do dia 15”, disse o secretário-geral da FNE.

Fenprof levanta greve

Já antes, a Federação Nacional dos Professores decidiu levantar a greve às atividades com os alunos inscritos na componente não letiva dos professores depois de o Governo aceitar pela primeira vez discutir os horários de trabalho dos docentes.


No final de uma reunião no Ministério da Educação, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que face à disponibilidade manifestada hoje pela tutela para negociar várias matérias do interesse dos professores a estrutura sindical decidiu levantar a greve a decorrer desde 06 de novembro e que deveria terminar a 15 de dezembro.

"Em função da evolução das negociações, no final do primeiro período decidiremos se retomamos ou não a greve", disse Mário Nogueira.

Reconhecendo que a questão dos horários não ficará resolvida de imediato, o dirigente sindical avançou que será feito agora um apelo aos professores para solicitarem nas escolas o pagamento de serviço extraordinário, quando for ultrapassado o estipulado na lei.

 

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