Governo garante reforço de operacionais no combate aos incêndios

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O ministro da Administração Interna garante que este ano haverá mais mil operacionais no combate aos incêndios em Portugal. Eduardo Cabrita frisa que esse esforço vai ser, em especial, de bombeiros voluntários.

“Temos um sistema que terá aquilo que é o seu momento de capacidade de resposta máxima, cerca de mil elementos a mais do que disponhamos em 2017”, afirmou o ministro da Administração Interna na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, no final de uma reunião onde foi estabelecido o dispositivo de combate a incêndios.

Eduardo Cabrita realçou que este ano vai haver “um reforço muito significativo da participação dos bombeiros voluntários”.

“Queria realçar o empenho, quer pelo reforço da profissionalização. Nós teremos constituídas, até ao verão, mais 79 equipas profissionais dos bombeiros voluntários. Teremos ao todo cerca de 1.300 bombeiros voluntários e até ao final do ano, vamos acrescer mais 40 equipas. Vamos atingir 1.500 bombeiros voluntários apoiados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil”, acrescentou.

Segundo o ministro este ano existirão “duas grandes áreas de reforço nos meios humanos”

“Uma participação reforçada da estrutura dos bombeiros e também uma presença em todo o território nacional das estruturas do GIPS da Guarda Nacional Republicana que em articulação com a força especial de bombeiros da Autoridade Nacional de Proteção Civil, estarão presentes em todo o território nacional”.

“Quanto aos bombeiros, nós temos a capacidade de ter a participação direta dos bombeiros nas nossas estruturas de comando. Os bombeiros indicarão elementos que apoiarão o presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil e o comandante Nacional de Proteção Civil. E teremos também elementos de ligação aos bombeiros junto de todos os comandantes distritais”, frisou.
Em 2018, a rede nacional de postos de vigia, da responsabilidade da GNR, vai estar em funcionamento entre 7 de maio e 30 de outubro, estando a funcionar 228 postos entre 1 de julho e 15 de outubro e no restante período 72.
Para Eduardo Cabrita, essa ligação “permitirá, quer na antecipação de riscos, quer na resposta imediata a riscos uma ligação reforçada àqueles que são na base a unidade fundamental de resposta. As mais de 400 associações humanitárias de bombeiros voluntários”.

“Teremos além disso, unidades de ataque ampliado que terão as suas bases em Mirandela, Viseu, Aveiro e Loulé, (…) com condições para uma intervenção, quer no ataque inicial, quer no ataque ampliado, reforçada por parte das estruturas do GIPS da Guarda Nacional Republicana”, esclareceu.

Eduardo Cabrita recorda que as cinco fases de combate atualmente existentes deixam de existir e passa a haver “um dispositivo permanente e um dispositivo de reforço”. As cinco fases de combate aos incêndios atualmente existentes acabam, apesar de se manter o calendário, que passa a estar dividido por níveis de prontidão consoante o risco de incêndio.

“Teremos capacidade sempre que existam indicações meteorológicas que o exijam, de mobilizar meios adicionais num prazo muito curto. Isto é, se tivermos hoje indicações meteorológicas, não temos, mas se tivéssemos indicações de que daqui a 15 dias existiam condições que indicavam um elevado risco de incêndios rurais, teríamos condições para de imediato mobilizar meios adicionais para além daqueles que estão permanentemente à disposição da estrutura nacional”, sustentou.

Depois de no ano passado, os meses mais críticos em termos de incêndios florestais terem sido os de junho e de outubro, este ano, o reforço de meios vai acontecer precisamente nesses meses. “Da experiência dramática de 2017, nós verificamos que os momentos mais dramáticos ocorreram não no chamado verão, mas sim em junho em outubro”.Os meios vão ser reforçados em todos os períodos do ano, sendo nos meses de junho e outubro, quando se registaram os maiores incêndios de 2017, que provocaram 115 mortos, que se vai notar maior aumento.

Na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil foi aprovada uma Diretiva Operacional Nacional “que estabelece um modelo mais reforçado e com uma maior ligação entre os vários agentes de combate aos incêndios rurais. Um sistema de prontidão e de reforço que pode ser acionado sempre que necessário”.

Em relação ao facto de o Governo afiançar que haverá 55 meios aéreos na fase mais crítica de incêndios, mas faltar ainda contratar mais de metade dos helicópteros, o ministro da Administração Interna garante que “vamos ter aquilo que nunca tivemos. Vamos ter helicópteros e aviões disponíveis todo o ano”. 


“Neste momento estão já adjudicados esses helicópteros e esses aviões que vão estar ao serviço dos portugueses todo o ano. Estamos neste momento a tratar daquilo que é a contratação daqueles que apenas serão necessários grande parte do ano”, rematou.

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Administração Interna, Eduardo Cabrita, Governo, Proteção Civil, bombeiros, meios aéreos, Incêndios,

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