Governo pretende alargar indemnizações aos feridos graves dos incêndios

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António Costa durante uma visita a habitações em fase de reconstrução afetadas pelos últimos incêndios de Outubro, em Oliveira de Frades
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O Governo quer alargar as indemnizações aos feridos graves dos incêndios, como defendeu o Presidente da República. António Costa afirmou que o Executivo deu inicialmente prioridade às vítimas mortais, mas vai "alargar o apoio às vítimas de ferimentos graves".

O Presidente da República promulgou na segunda-feira o diploma que enquadra medidas de apoio às vítimas dos incêndios de junho. Marcelo Rebelo de Sousa exortou, no entanto, o Parlamento a proceder a uma "reapreciação da matéria, em especial na parte respeitante aos feridos graves".


Questionado sobre as ressalvas do Presidente da República, António Costa afirmou já hoje que "no que respeita ao Governo já temos uma resolução do Conselho de Ministros para um sistema muito célere de indemnização às vítimas mortais e a nossa intenção é alargar esse mecanismo aos feridos graves visto que a comissão que foi constituido está em condições de, nas próximas duas semanas, concluir o relatório apresentando os critérios de indemnização das vítimas mortais".

Diz António Costa que o Governo pretende "fazer imediatamente o mesmo em relação aos feridos graves. Da nossa parte é o que vamos fazer muito brevemente".

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se entretanto satisfeito com a decisão do Governo.

"Vi com satisfação que o senhor primeiro-ministro acabou de anunciar uma medida que, ao promulgar a lei da Assembleia da República, vai cobrir uma área daqueles que ficaram feridos graves e que ficaram de fora dos diplomas aprovados, mas era justo que fossem cobertos", reagiu o Chefe de Estado, que falava durante uma visita à Marinha Grande, onde 86 por cento da Mata Nacional foi consumida pelas chamas no mês passado.

c/ Lusa


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