Governo prolonga período crítico de defesa da floresta até ao fim do mês

| País

O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais, foi hoje novamente prolongado até 31 de outubro devido às condições meteorológicas.

O período crítico já tinha sido prolongado, passando a vigorar entre 30 de setembro e 15 de outubro, atendendo às "condições meteorológicas excecionais", como explicou na altura um despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

O novo despacho refere que o segundo prolongamento se justifica pelo facto de a chuva prevista poder "não ter expressão na alteração do índice de severidade meteorológico acumulado", mantendo-se, assim, um "elevado estado de secura dos combustíveis".

Uma nota hoje divulgada pelo Ministério da Agricultura adianta que "a quantidade de água disponível no solo, presumivelmente insuficiente para aumentar o teor de humidade para níveis ideais que contrariem as ignições e o número de incêndios rurais por dia".

Por isso, o Governo considera que se justifica "uma continuidade de medidas e de ações especiais de prevenção de incêndios florestais".

Este prolongamento não está relacionado com os meios de combate a incêndios florestais, cuja fase `Charlie` -- a que conta com mais meios de combate e prevenção dos fogos -- terminou a 30 de setembro.

O prolongamento do período crítico do Sistema de Defesa da Floresta implica a proibição, até final deste mês, de fumar, fazer lume e fogueiras ou queimas e queimadas nas florestas.

Além disso também é proibido lançar foguetes e balões de mecha acesa, fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não tenham extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

A informação mais vista

+ Em Foco

Os dados do sistema de Informação de Fogos Florestais da União Europeia (EFFIS) indicam que só entre os dias 14 e 15 de outubro arderam em Portugal continental cerca de 200 mil hectares.

    Filipe Vasconcelos Romão, comentador de assuntos internacionais, refere que o artigo 155 da Constituição Espanhola será aplicado sem que haja qualquer lei de enquadramento.

    Impostos, orçamentos, metas para o próximo ano. A RTP descodifica a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo ministro das Finanças esta sexta-feira.

      Na primeira entrevista pós-autárquicas, à Antena 1, Jerónimo de Sousa não poupou nas palavras. Afirmou que o "Governo ficou mal na fotografia e subestimou a situação" dos fogos.