Homicidas de duas portuguesas detidos em Moçambique

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Um pescador na baía de Maputo, capital de Moçambique
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Em 24 horas foram assassinadas duas mulheres portuguesas em Moçambique. As autoridades detiveram já cinco suspeitos.

O secretário de estado das Comunidades, José Luís Carneiro, confirmou as detenções à TSF.


"Há três suspeitos detidos no seguimento da primeira morte e há dois outros suspeitos que foram entretanto objeto de diligências policiais e que se encontram em fase de inquérito", afirmou.

Contudo, o responsável sublinha que os casos não estão relacionados.

"Importa esclarecer que o caso não tem qualquer relação com o caso anterior”, afirmou, referindo que as mulheres moravam em províncias diferentes deste país africano. Em comum, têm apenas o facto de terem morrido na sequência de assaltos, disse José Luís Carneiro.

Sexta feira, soube-se da morte de uma cidadã de 28 anos, Inês Bota, directora financeira da Ferpinta na Beira, raptada quinta-feira dia 28 de dezembro. 

Já este domingo, uma idosa de 77 anos acabou por sucumbir aos ferimentos no hospital após ser vítima de um assalto em Manica, Chimoio.

Dois dos suspeitos detidos estão relacionados com a morte da idosa. À agência Lusa, Carneiro disse ainda que a cidadã portuguesa residia há bastante tempo em Moçambique, onde era uma pequena empresária.

"Neste caso tem sido difícil o contacto com uma sua familiar, mas continuamos a desenvolver as diligências com as autoridades moçambicanas. Queria referir a boa colaboração das autoridades policiais na identificação dos suspeitos e, ao mesmo tempo, nas diligências que foram necessárias realizar, nomeadamente na realização das autópsias," agradeceu José Luis Carneiro.

Os outros suspeitos, detidos sábado na Beira, já confessaram o crime. Dizem que lançaram a mulher ao rio, ainda viva, para evitar que Inês Bota os denunciasse pelo rapto. Têm entre 21 e 24 anos e raptaram a portuguesa, na quinta-feira passada.

O Presidente Marcelo já apresentou condolências às famílias das vítimas e deixou palavras de solidariedade com a comunidade portuguesa em Moçambique.

Numa mensagem divulgada na página oficial da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa envia as suas "sentidas condolências à família, deixando neste momento difícil uma palavra de solidariedade à comunidade portuguesa de Moçambique".

O corpo de Inês Bota deverá ser trasladado para Portugal na quarta ou quinta-feira.

C/Lusa

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