Maioria das pessoas sem abrigo vive em Lisboa e Porto

por RTP

Há 8209 pessoas a viver nas ruas ou em abrigos temporários em Portugal continental. Viviam nas ruas ou em abrigos temporários. São pessoas que perderam o emprego, com problemas financeiros ou alcoolismo.
São situações extremas e são agora mais os casos identificados.

São mais 1102 casos do que no ano anterior o aumento, diz o relatório do Ministério do trabalho, resulta de um melhoria no processo de diagnóstico em todo o país.

O problema é mais acentuado no concelho de Lisboa onde vivem 3780 pessoas sem abrigo é quase metade do total nacional. Segue-se o Porto com 590 caso identificados.

As pessoas sem abrigo são maioritariamente portuguesas, cerca de 80 por cento são homens, mais de metade são solteiros e cerca de 40 por cento têm entre 45 e 64 anos. A maior parte tem baixas qualificações, tendo frequentado apenas o ensino básico ou o segundo e terceiro ciclos.

A dependência do álcool e outras substância psicoativas, o desemprego, a precariedade e insuficiência financeira a estão na origem da maior parte destas situações.

Em 2020, 485 pessoas saíram da situação de sem abrigo - um valor acima das 350 pessoas que haviam conseguido sair das ruas no ano anterior.
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