Marcelo espera para ver "qual a prioridade dada à saúde" no Orçamento

por Lusa

O Presidente da República afirmou que há que esperar para ver "qual a prioridade dada à saúde" no Orçamento do Estado para 2020, apontando este setor como "uma das prioridades sensíveis" para a generalidade dos portugueses.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas na Estufa Fria, em Lisboa, onde visitou uma exposição de obras de arte que vão ser leiloadas com um fim solidário, organizada pela Capiti - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Infantil, para assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental.

Questionado se o Governo não pode fazer mais pela saúde, num cenário de possível excedente orçamental, o chefe de Estado respondeu: "Vamos esperar. Houve eleições, o Governo está em formação, há de haver um Governo, há de haver um Orçamento para o próximo ano. E aí se verá qual é o peso que o Governo dá à saúde, como é que vai afetar os recursos para a saúde, qual a prioridade dada à saúde".

"Nós sabemos que, para os portugueses em geral, a saúde é uma das prioridades sensíveis. Vamos esperar agora para ver como é no Orçamento para o ano que vem", acrescentou.

Escusando-se a comentar "casos concretos" e a fazer uma avaliação da oferta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Presidente da República defendeu que "é muito importante dar à saúde mental aquele relevo que durante muito tempo não teve".

No seu entender, têm sido dado "muitos passos, públicos e privados" nesta matéria, "mas ainda há muito por fazer".

"Portanto, eu espero que a saúde mental seja um domínio que não seja esquecido em Portugal. Não queria falar num problema concreto. Em geral, considero que é uma das dimensões da saúde em Portugal que durante muito tempo não mereceu a atenção que devia merecer", declarou.

"Durante muito tempo, admitir o papel da saúde mental, e nomeadamente da saúde mental infantil, foi uma realidade difícil, muito difícil", reforçou.

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu à Capiti pelo seu papel como instituição de solidariedade social no apoio a "centenas de crianças e de famílias, que de outra maneira não teriam acesso a cuidados de natureza de acompanhamento neurológico, psicológico, psiquiátrico".