Marcelo no Centenário das Aparições em nome de Portugal e de todos os portugueses

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O Presidente da República afirmou hoje que a sua presença no encerramento das comemorações do Centenário das Aparições de Fátima se justifica em nome de Portugal e de todos os portugueses, crentes e não crentes, numa missão nacional.

"É em nome de Portugal, de todo o Portugal e de todos os portugueses, dos crentes e não crentes, católicos, cristãos, não cristãos, de todos eles, que aqui está o Presidente da República, cumprindo uma missão nacional", disse Marcelo Rebelo de Sousa, em Fátima.

Intervindo na sessão solene de encerramento do Centenário das Aparições de Fátima, que decorreu na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, precedendo um concerto do Coro e da Orquestra Gulbenkian, o chefe de Estado quis sublinhar "a duplo título" o significado da sua presença enquanto Chefe de Estado, evidenciando o Centenário "devidamente celebrado".

"Um Centenário que assinala a presença de Fátima na história contemporânea de Portugal, ou mais genericamente na História de Portugal, pelo encontro ao longo de 100 anos de milhões de portuguesas e de portugueses, que aqui vêm agradecer pelas suas alegrias, chorar as suas dores, formular os seus pedidos, testemunhar a sua fraternidade", frisou.

"Mas também, porque Fátima é projeção de Portugal no mundo e do mundo em Portugal", adiantou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente sublinhou ainda que Fátima foi "ponto de vinda e de chegada" de sucessivos papas, aludindo às visitas de Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco "em momentos diversos da história de Portugal", destacando a mensagem de paz que o pontífice hoje deixou aos peregrinos da Cova da Iria.

Marcelo Rebelo de Sousa terminou a intervenção fazendo votos de que a mensagem de Fátima - que disse ser a mensagem da paz, da fraternidade, da humanidade e do amor em todas as suas dimensões - possa inspirar todos.

"Possa inspirar a sociedade portuguesa, possa inspirar a humanidade no presente e no futuro", declarou.

Já António Marto, bispo de Leiria-Fátima, disse na mesma sessão que a incontável multidão de peregrinos que ao longo deste ano acorreu à Cova de Iria é "grata expressão de que o Santuário continua a ser lugar congregador das sedes e esperanças da humanidade".

Fátima é, segundo o bispo, um espaço de acolhimento incondicional de todos os homens e um oásis espiritual "onde as pessoas encontram a frescura capaz de regenerar a alma e a fé".

Ao longo de um século, acrescentou, "Fátima confirma que a história definitiva, essa que tem horizontes largos e não se prende com nada de menor, se reza com a simplicidade dos humildes que estão dispostos a oferecer-se para bem dos demais".

Paulo Fonseca, presidente da Câmara de Ourém, disse à agência Lusa que 2017 "está a ser um ano absolutamente relevante" para Fátima, não só como encerramento comemorativo do primeiro Centenário das Aparições "mas fundamentalmente como abertura de um segundo centenário".

"É da mais elementar inteligência e do mais elementar bom senso que tenhamos feito aquilo que, sem falsa modéstia, fizemos, que foi aproveitar este ano comemorativo para lançar as bases para o futuro e, de alguma forma, consolidar esta imagem de Fátima no mundo", declarou.

Cerca de 400 convidados do Santuário de Fátima assistem ao espetáculo que tem transmissão para o exterior da basílica, permitindo aos peregrinos acompanhar o concerto - com cerca de uma hora e meia de duração - no recinto de oração.

A Basílica de Nossa Senhora do Rosário, onde se situam os túmulos dos três pastorinhos e que é um dos locais mais visitados do local de culto, esteve encerrada ao público nos últimos dois dias devido à realização do concerto e reabre sábado, às 09:00, disse fonte do santuário de Fátima.

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