Milhares combatem incêndios sem tréguas

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Um bombeiro evita o propagar das chamas em Cabouco, Coimbra
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Cerca das 19h00 registavam-se 16 ocorrências de incêndios rurais, que envolviam 2223 operacionais, 596 meios terrestres e 31 meios aéreos. O maior era o de Ferreira do Zêzere, em Santarém, que ameaçava alastrar a Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco.

Esta é uma "situação complexa" referiu a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar no briefing das 19h00, já que o incêndio de Ferreira do Zêzere passou a Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco.


De acordo com patrícia gaspar, e até agora, só Espanha respondeu ao pedido de ajuda acionado pelo Governo sábado à noite, após acionar o Mecanismo Europeu de Protecção Civil.

Desde as 00h00 de domingo registaram-se 176 ocorrências de incêndios florestais. Mantinham-se ativos o Plano Distrital de Emergência de Protecção Civil de Coimbra e os quatro Planos Municipais de Emergência em Cantanhede, Coimbra, Miranda do Corvo e Ferreira do Zêzere.

As chamas obrigaram mesmo à retirada de algumas pessoas de Dornes, disse à agência Lusa , sublinhando que este fogo e o que começou no concelho vizinho de Alvaiázere eram "os mais problemáticos" às 16:30.

Durante a tarde, a repórter da RTP, Lavínia Leal, encontrou pessoas atentas à progressão das chamas e preparadas para defender os seus bens, em Ferreira do Zêzere.

Já em Alvaiázere, distrito de Leiria, as chamas eram combatidas ao fim da tarde por cerca de 330 operacionais, 90 meios terrestres e três meios aéreos.

As chamas de Alvaiázere ganharam intensidade e acabaram por atingir Arega, em Figueiró dos Vinhos, a "única freguesia que tinha sido poupada" no grande incêndio de Pedrógão Grande, em junho, sublinhou por seu lado o chefe de gabinete da autarquia, Gonçalo Brás.

"É a última mancha florestal do concelho que está a arder. Já tínhamos perdido mais de dez mil hectares. Agora, não sei quanto vai arder. É complicado", lamentou Gonçalo Brás.

Os operacionais tiveram de proceder "à defesa perimétrica de habitações" nas localidades de Vale do Prado e Brejo, no concelho de Figueiró dos Vinhos, face ao avanço do fogo que começou em Alvaiázere, mas "não foi preciso retirar pessoas", afirmou Patrícia Gaspar.

O Presidente da República deixou esta tarde uma palavra de apreço a todos os operacionais que combatem as chamas, referindo que está a acompanhar os diversos incêndios através do contacto com os presidentes de Câmara.

De acordo com a página da Proteção Civil, pelas 19h00 registavam-se quase 80 incêndios (menos três do que durante a tarde) combatidos por mais de quatro mil operacionais apoiados por 33 meios aéreos, muitos deles vindos de Espanha e de Marrocos.

Portugal acionou sábado à noite o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, por precaução, disse a ministra da Administração Interna.
Miranda do Corvo sem descanso
Outros 321 operacionais tentavam dominar o fogo que continua a queimar Miranda do Corvo, Coimbra, apoiados por 95 meios terrestres e três meios aéreos.

Este fogo, que começou em Torres do Mondego, Coimbra, e que passou para Miranda do Corvo, "avança rapidamente com muitas projeções", disse à Lusa fonte da autarquia, sublinhando que, para além deste incêndio que lavra no norte do concelho, surgiu, perto das 16:00, outro foco de incêndio a sul, que arrancou "com grande força".

De acordo com a página da Proteção Civil, esse segundo incêndio começou na localidade de Barbéns e já mobiliza 52 operacionais e dez veículos.

Em Parada do Pinhão, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, um fogo lavrava às 17h00 em várias frentes e mobilizava dois meios aéreos e 180 operacionais para o combate às chamas, de acordo com a página na Internet da Proteção Civil.

O incêndio que deflagrou às 12:59 consumia uma área rural e de mato, tendo mobilizados dois helicópteros no combate às chamas. Os 180 operacionais tinham no terreno a ajuda de 42 meios terrestres.
Outros incêndios
As chamas ameaçavam ainda esta tarde casas na Lousã e alastrar ao concelho do Fundão.

A reporter da RTP, Fátima Pinto, testemunhou o esforço dos bombeiros na defesa de duas aldeias, Ribas e Mata.

Em Castelo Branco, em Casal da Serra, com as chamas a lavrar nas encostas, o Paulo Bráz foi informado da estratégia dos bombeiros na zona, que passa pela defesa prioritária de pessoas e bens.

As chamas podem passar rapidamente para o Fundão, ao sabor do vento.

Na região norte, os bombeiros combatiam também um incêndio em Miranda do Douro, Bragança, que mobilizava pelas 17h00 um total de 90 operacionais, 26 meios terrestres e dois meios aéreos, um helicóptero e um avião.

No total combatiam as chamas este sábado, pelas 19h00 e em todo o território, 4117 operacionais, com
1154 veículos e 33 helicópteros e aviões de combate a incêndios.

Um total de 15 fogos exigiam 2.156 operacionais, 582 meios terrestres e 30 meios aéreos. Apenas um meio aéreo intervinham num dos 17 incêndios em resolução, que envolviam 899 operacionais, e mais 266 veículos. Em fase de conclusão estavam 56 fogos, envolvendo 1062 operacionais e 306 veículos e dois meios aéreos.

C/Lusa

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