Ministro da Saúde recusa cenário de caos nas urgências hospitalares

| País

|

O ministro da Saúde recusa que exista um cenário de caos nas urgências hospitalares. Em entrevista à Antena 1, Adalberto Campos Fernandes defende ainda a utilização da canábis para fins medicinais e recusa a ideia de que os planos de contingência estejam a ser bloqueados por causa do Ministério das Finanças.

Na conversa com o jornalista Nuno Rodrigues, o ministro da Saúde recusa a existência de um cenário de caos nas urgências, denunciado por alguns profissionais, alegando que hoje existem mais indicadores sobre a resposta dos serviços aos utentes.

Adalberto Campos Fernandes revela que há registo de 20 mil episódios de urgência por dia e 200 mil episódios de atendimento no Serviço Nacional de Saúde e sublinha que nem todos os se resolvem nos hospitais.

No caso das idas às urgências por causa da gripe, Adalberto Campos Fernandes explica que o nível de procura é igual a 2016, recusando que em 2017 tenham procurado a urgência menos 20 mil utentes por causa da gripe.


Nesta entrevista à Antena1, o ministro da Saúde rejeita ainda a ideia de que os planos de contingência dos hospitais, por causa da gripe, estejam a ser bloqueados no ministério das Finanças.

Segundo o governante, entraram para o SNS mais oito mil profissionais de 2014 e foram lançados concursos para mais quatro novos hospitais. Interrupção Voluntária da Gravidez
O ministro da Saúde garante que as consultas de interrupção voluntária da gravidez, no Hospital de Santa Maria vão reabrir em breve. As consultas foram suspensas porque alguns enfermeiros especialistas em saúde materna optaram em concurso pelos centros de saúde.

Adalberto Campos Fernandes admite que este é um caso que se pode repetir noutros serviços e que tem que ser resolvido pelas administrações hospitalares, como vai acontecer no Santa Maria.

Em entrevista à Antena 1, o ministro da Saúde diz ainda que concorda com a legalização da canábis por razões médicas. Adalberto Campos Fernandes reconhece as vantagens terapêuticas deste produto mas defende que deve ser apenas usado na forma de medicamento.

A informação mais vista

+ Em Foco

O homem que se deixa guiar mais pela racionalidade e disciplina considera que chegou o momento de “mobilizar os portugueses e com eles restabelecer a confiança num futuro melhor”.

    Na hora da despedida da liderança social-democrata, as juventudes partidárias olham para o legado do ex-primeiro-ministro, com uma pergunta em mente: se Portugal não falhou, o que dizer de Pedro Passos Coelho?

      Em entrevista ao programa Visão Global da Antena 1, o ministro dos Negócios Estrangeiros reforça o apoio ao diálogo político na Venezuela e falou sobre as relações entre Portugal e Angola.

      O ministro da Administração Interna garante em entrevista à Antena 1 que não será "nem para o ano, nem daqui por dois" que ser resolve o problema dos incêndios em Portugal.