MP arquiva inquérito ao caso Jennifer Viturino por falta de indícios probatórios de crime

MP arquiva inquérito ao caso Jennifer Viturino por falta de indícios probatórios de crime

Lisboa, 26 out (Lusa) - O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito relativo à morte em Lisboa da modelo brasileira Jenniffer Corneau Viturino, por ausência de indícios probatórios da prática de crime, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

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Segundo o MP, o processo começou com a notícia da morte de Jeniffer Corneau Viturino, no dia 08 de Abril de 2011, entre as 05:30 e as 07:20, e a descoberta do corpo no solo que circunda a Torre de São Rafael, na Avenida do Índico, junto à Expo, em Lisboa, de onde terá caído de uma varanda do apartamento onde se encontrava.

"Após uma investigação exaustiva da PJ, não foram recolhidos indícios da prática de crime na ocorrência da morte da vítima, que terá cometido suicídio. O exame pericial feito pelo Laboratório de Polícia Científica (LPC) da PJ ao bilhete deixado pela falecida, conclui pela elevadíssima probabilidade de ter sido escrito pela própria", refere a nota da PGDL.

Assim, "esgotadas todas as diligências de prova", foi determinado o arquivamento do inquérito pela 13ª seção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, refere terça-feira a PGDL.

Segundo notícias publicadas na imprensa portuguesa sobre este caso, a modelo brasileira, que caiu de um décimo quinto andar da Torre São Gabriel, havia terminado recentemente a relação com o empresário Miguel Alves da Silva, tendo entrado em desespero, pelo que se suicidou.

A família de Jennifer, que foi ouvida pela PJ, recusou a tese do suicídio, alegando que a vítima era feliz e andava entusiasmada com a carreira. A mãe da vítima alertou a PJ que o relacionamento da filha com o empresário português era conturbado e violento e o pai admitiu que a filha pudesse ter sido empurrada por alguém.

Jennifer tinha chegado a Lisboa há quatro anos, juntando-se à mãe, que já estava instalada em Portugal.

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