Municípios do Entre Douro e Vouga lançam unidade para tratar 100 mil toneladas/ano de resíduos de construção

Municípios do Entre Douro e Vouga lançam unidade para tratar 100 mil toneladas/ano de resíduos de construção

Oliveira de Azeméis, 18 out (Lusa) - Os autarcas de Arouca, Feira, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira e Vale de Cambra lançam quarta-feira a primeira pedra da unidade intermunicipal que irá tratar 100 mil toneladas anuais de resíduos de construção e demolição (RCD).

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Concebido pela Associação de Municípios das Terras de Santa Maria, o projeto resulta de um investimento de seis milhões de euros por parte do consórcio Retria Vouga, que assume a exploração da estrutura por 50 anos, e irá ocupar 30 mil metros quadrados do antigo aterro da Serra do Pereiro, em Ossela, Oliveira de Azeméis - onde já funciona o canil intermunicipal e uma estação de transferência da empresa ERSUC - Resíduos Sólidos do Centro S.A..

Para Hermínio Loureiro, que preside à Associação de Municípios e à Câmara de Oliveira de Azeméis, a nova Unidade de Receção e Tratamento de RCD representa "uma solução prática, cómoda e de preço razoável tanto para empresas como para cidadãos particulares, que assim passam a contar com um aterro certificado onde sabem que os resíduos das suas obras vão ter um fim adequado".

Realçando que "as empresas que trabalham nos setores da construção já são obrigadas por Lei a identificar os locais onde depositam os seus resíduos, o que tem como objetivo acabar com as lixeiras ilegais que ainda se veem por aí", o autarca adianta que a nova estrutura do Entre Douro e Vouga constitui "uma novidade na região Norte, na medida em que permite uma maior abrangência de serviços".

Essa oferta expressa-se nas três tipologias de tratamento que estarão a funcionar simultaneamente em Ossela: uma vocacionada para triagem, outra para fragmentação e uma terceira para eliminação de rejeitados, termo que identifica materiais como resíduos perigosos e de equipamento eletrónico, óleos usados, pneus e veículos em fim de vida.

Quanto aos RCD que efetivamente tenham lugar no novo equipamento da Associação de Municípios, espera-se que, com exceção para terras, 74 por cento desses depósitos sejam inertes e que, entre os restantes não inertes, haja predominância de madeira, vidro, plástico, metal, asfalto e betuminosos.

"Basicamente, tudo será desfeito para, sempre que possível, ter novas utilizações", explica Hermínio Loureiro. "Seja para fazer pó de pedra ou tuvenan para aplicar nas estradas antes do alcatrão, nada se perde e tudo será reutilizável na indústria".

Nesse esforço de sentido ecológico e empresarial, o autarca destaca ainda o caráter intermunicipal do projeto: "As outras unidades deste género que existem na região só servem um único município, enquanto a nossa congrega esforços e está aberta, por exemplo, a concelhos como Espinho e Ovar, que também poderão vir a usar este espaço".

Tanto o lançamento da primeira pedra da Unidade de Receção e Tratamento de RCD, como a assinatura do protocolo com o consórcio Retria Vouga - constituído pelas empresas Casais, Semural, Retria e Factor Ultimate - contarão com a presença, a partir das 14:30 de quarta-feira, do secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso Paulo.

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