Pais e funcionários apresentam lista para a direção da Raríssimas

| País

Pais de utentes e funcionários da Raríssimas apresentaram hoje uma candidatura à direção da associação, na sequência da saída de Paula Brito da Costa por suspeita de má gestão, estando a lista a ser apreciada pela mesa da Assembleia-Geral.

A lista foi apresentada na assembleia extraordinária para eleger nova direção, que decorre hoje na Moita, em Setúbal.

Os trabalhos, que se iniciaram às 10:40, com 40 minutos de atraso em relação à hora marcada, estão suspensos para que os nomes que constam da lista sejam debatidos.

A lista que foi conhecida esta manhã visa eleger até nove membros da direção e um a três suplentes que asseguram a condução da Raríssimas -- Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras até 2019.

Esta nova direção visa substituir a que era liderada por Paula Brito da Costa, que se demitiu da presidência da Raríssimas após uma reportagem da TVI em que se levantavam suspeitas sobre a sua gestão.

A Assembleia-Geral, à qual assistem cerca de 30 membros, decorre do salão dos Bombeiros Voluntários da Moita, ao lado da Casa dos Marcos, onde funcionam os serviços da Raríssimas.

Paula Brito da Costa foi constituída arguida no âmbito da operação Raríssimas desenvolvida pela Polícia Judiciária e Ministério Público, disse à Lusa fonte ligada à investigação.

A operação está a ser conduzida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

A investigação da TVI mostrou documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente de Paula Brito da Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro para diversos gastos pessoais.

O caso provocou a demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que foi consultor da Raríssimas, com um vencimento de três mil euros por mês, tendo recebido um total de 63 mil euros.

Tópicos:

Ação, Deficiências Mentais Raras, Moita, Raríssimas, Voluntários,

A informação mais vista

+ Em Foco

O economista guineense Carlos Lopes considera que a Europa tem discutido as migrações e outras questões africanas, sem consultar os africanos.

    A revelação foi feita durante uma entrevista exclusiva à RTP à margem da cimeira de CPLP, que decorreu esta semana em Cabo Verde.

    Em entrevista à RTP, Graça Machel revela que o grande segredo de Nelson Mandela era fazer sentir a cada pessoa com quem falava que era a mais importante.

    Apesar da legislação contra estas situações, os Estados Unidos são dos países que mais importam produtos em risco de serem produzidos através de trabalhos forçados.