Passos Coelho diz que resultado foi "particularmente mau" e que futuro vai exigir "grande empenhamento"

Passos Coelho diz que resultado foi "particularmente mau" e que futuro vai exigir "grande empenhamento"

Lisboa, 19 Out (Lusa)- O antigo candidato à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou hoje "particularmente mau" o resultado dos social-democratas nas eleições dos Açores e defendeu que esta derrota vai exigir "um grande empenhamento" para os próximos actos eleitorais.

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"É uma noite triste para o PSD, dado que não conseguimos aquilo que pretendíamos e dado que o resultado foi particularmente mau", afirmou à Lusa o social-democrata.

Para o social-democrata, a derrota de hoje "vai exigir um grande empenhamento" para os actos eleitorais de 2009 - europeias, autárquicas e legislativas.

"Nesta noite queria assinalar o reconhecimento pelo trabalho feito [por parte do PSD/Açores] e afirmar o empenhamento que todos os militantes devem sentir nestes momentos em que nos sentimos todos mais próximos e para que, nas eleições do próximo ano, o resultado que se verificou hoje seja bem diferente".

Pedro Passos Coelho, que ficou em segundo lugar nas directas à liderança do PSD, em Maio deste ano, disse ainda estar "solidário" com o presidente do PSD/Açores, Carlos Costa Neves, que após a derrota apresentou a sua demissão.

"[A demissão] parece-me compreensível perante um resultado que ele próprio não esperava, tenho a certeza que os militantes dos Açores irão agora ver como é que podem reorganizar-se e vencer esta dificuldade", advogou Passos Coelho.

"Quero desde já demonstrar a minha solidariedade com o dr. Costa Neves e para com todo o PSD dos Açores, tenho certeza que as pessoas se empenharam o que é necessário", acrescentou.

O PS venceu hoje as eleições regionais dos Açores, com 49,96 por cento dos votos, mas desce em relação ao resultado conseguido em 2004, quando obteve perto de 57 por cento do total.

A abstenção atingiu o valor mais alto de sempre em eleições legislativas regionais, 53,24 por cento.

Dos quase 193.000 eleitores açorianos, pouco mais de 90.000 exerceram o seu direito de voto.

O PSD foi a segunda força política mais votada, mas com quase menos 20 pontos percentuais que o PS, obtendo 30,27 por cento dos votos, e conseguindo eleger 18 deputados. Há quatro anos, em coligação com o CDS-PP, os dois partidos elegeram 21 parlamentares.

Já o CDS-PP elegeu 5 representantes para o Parlamento regional, com 8,7 por cento do total dos votos, uma subida em relação a 2004, quando elegeu dois deputados, um dos quais passou a independente a meio do mandato.

O Bloco de Esquerda também subiu e passou a quarta força política nos Açores, com 3,3 por cento dos votos (em 2004 apenas tinha conseguido 0,97 por cento), e elegendo dois deputados. Esta será a estreia do Bloco no parlamento açoriano.

A CDU regressa à Assembleia Legislativa Regional, com um deputado, e 3,14 por cento dos votos, igualmente uma subida em relação há quatro anos, quando obteve 2,97 por cento.

Pela primeira vez, o Partido Popular Monárquico conseguiu um deputado nos Açores, eleito pelo círculo do Corvo.

ATF/SMA.


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