PJ realiza buscas no Fisco e já efetuou detenções

por RTP
Em causa está uma operação de combate ao crime económico Pedro A. Pina - RTP

A Polícia Judiciária (PJ) encontra-se a realizar buscas em vários serviços da Autoridade Tributária por suspeita de crime económico, tendo efetuado detenções. Um dos detidos é o advogado António Taveira, por suspeitas de corrupção, assim como uma alta funcionária do fisco, suspeita de venda de informação privilegiada.

Em causa está uma operação de combate ao crime económico. Poderão realizar-se mais detenções ao longo do dia de hoje.

A investigação é da responsabilidade da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, em colaboração com os departamentos de Investigação e Ação Penal.

O gabinete do ministro das Finanças já confirmou à RTP que as buscas partiram de uma denúncia da Autoridade Tributária (AT).

"Confirma-se a realização de buscas. A situação que dá origem a este procedimento foi objeto de denúncia e comunicação pela AT às entidades competentes", comunicou o gabinete.

Uma nota publicada no website oficial da PJ confirma que a operação “Duo Facie” visa a detenção “de suspeitos da autoria dos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva para ato ilícito, falsidade informática e violação de segredo de funcionário e a consequente recolha de prova”.

“A operação mobilizou várias dezenas de elementos da Polícia Judiciária, bem como Magistrados Judiciais e do Ministério Público, tendo sido realizadas cerca de 13 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, em Lisboa, Mafra, Coruche, Alcochete, Vendas Novas e Montijo”, refere ainda a Polícia Judiciária.

Um dos locais inspecionados pela PJ foi o serviço de Finanças do Parque das Nações, em Lisboa. A RTP já esteve no local e os funcionários avançaram que as buscas decorreram de forma discreta e que os serviços continuam a funcionar.
Venda de informação a advogado
A mulher detida é funcionária da Fazenda Pública e fazia a ligação entre o Fisco e situações de conflito.

A funcionária é suspeita de venda de informação privilegiada ao advogado António Taveira, da António Taveira e Associados, que a utilizaria para benefício próprio e dos seus clientes.

Para já, nenhum dos dois detidos chegou ainda às instalações da Polícia Judiciária, onde irão permanecer até serem presentes a um juiz de instrução criminal.

A RTP questionou a diretora-geral da Autoridade Tributária sobre este caso, mas esta não quis fazer qualquer comentário por a investigação ainda estar a decorrer.
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