Prisão preventiva para um dos 23 arguidos da Operação Rota do Cabo

por Lusa
Imagem de arquivo DR

Um dos 23 arguidos da operação Rota do Cabo, que investiga uma alegada rede criminosa de auxílio à imigração ilegal, ficou em prisão preventiva, decidiu hoje o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.

Os restantes 22 arguidos, entre os quais funcionários da Autoridade Tributária (AT), do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e do Instituto da Segurança Social (ISS), ficam sujeitos às medidas de coação de proibição de contactos entre eles e, em alguns casos, a apresentações semanais no posto policial mais próximo e impedidos de frequentar as instalações da AT, SEF e ISS.

O juiz de instrução aplicou ainda a três dos arguidos a suspensão do exercício de funções,

O tribunal justifica estas medidas de coação com o perigo de continuação da atividade criminosa.

Segundo o TIC, os 23 arguidos estão indiciados pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal, casamentos ou união de conveniência, falsificação de documentos qualificado, corrupção ativa e passiva, branqueamento, associação criminosa, inserção de dados falsos, falsidade informática, abuso de poder e acesso indevido.

Os 23 arguidos, detidos na terça-feira pela PJ no âmbito da operação Rota do Cabo, efetuada para desmantelar uma alegada rede criminosa de auxílio à imigração ilegal, foram ouvidos no TIC entre quarta-feira e hoje.

Num comunicado divulgado na terça-feira, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) avançou que foram realizadas cerca de seis dezenas de buscas, 45 das quais domiciliárias, que decorreram em vários locais, incluindo organismos públicos e em três escritórios de advogados.

Segundo a Polícia Judiciária, os detidos são suspeitos de integrarem uma estrutura criminosa "com vastos antecedentes criminais e com ligações a redes internacionais que determinam e controlam os fluxos migratórios irregulares com origem em diversos países da Ásia Meridional e África".

A operação foi realizada pela PJ, através da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT), no âmbito de inquérito titulado pela 4.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Durante a operação foi dado cumprimento de mandados de busca e apreensão e mandados de detenção com o objetivo de "desmantelamento de uma organização criminosa responsável pela introdução ilegal em Portugal e na Europa, de milhares de imigrantes".

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