Produtores de arroz desesperados com seca em Alcácer do Sal

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Produtores de arroz desesperados com seca em Alcácer do Sal

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A seca está a fazer estrondo. Os últimos indicadores não são animadores: 9% do território nacional está em seca extrema, 77% em seca severa e 10% em seca moderada.

Trás-os-Montes, Beja, Baixo Alentejo, interior norte e sotavento algarvio são as regiões mais afetadas.

Os alertas foram acionados: no Alentejo, por exemplo, será preciso chover o dobro de um ano normal para que as barragens e os aquíferos possam recuperar recursos e atinjam a capacidade de armazenamento satisfatória - é o próprio Instituto Português do Mar e da Atmosfera que o afirma.

A chuva que este inverno caiu no sul do país foi insuficiente para a região sair do estado de seca severa. E, se o abastecimento de água para o consumo doméstico não está ameaçado, no campo os agricultores já estão a procurar alternativas viáveis às culturas tradicionais. Este já é considerado o pior dos últimos 100 anos em termos de produção de cereais.

Nos arrozais em Alcácer do Sal, a situação é muito preocupante. A região é responsável por trinta por cento da produção nacional, mas este ano nem as sementes ainda foram lançadas, algo que é habitual fazer-se entre fevereiro e março.

O repórter Mário Galego registou o testemunho de produtores desesperados.

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