Professores em greve até sexta-feira

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A greve dos professores registou esta terça-feira de manhã uma adesão entre 60 e 70 por cento, de acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Os docentes protestam até sexta-feira e exigem que sejam contabilizados os mais de nove anos em que as carreiras estiveram congeladas. O Executivo propõe descongelar apenas dois anos e dez meses de serviço.

"Esta é uma grande resposta dos professores no primeiro de quatro dias de greve", declarou o secretário-geral da Fenprof esta terça-feira, em conferência de imprensa.

"Se o Governo não ouviu os professores na negociação vai ouvir na rua", disse Mário Nogueira, no primeiro balanço desta greve que vai decorrer até à próxima sexta-feira.

Na segunda-feira, os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação não chegaram a acordo em relação à contagem do tempo de descongelamento das carreiras.

O Governo tutela admite descongelar dois anos e dez meses de tempo de serviço aos docentes, enquanto estes não desistem de ver contabilizados os nove anos e quatro meses, daí que tenham mantido a greve prevista.
"Ambiente de recreio"

Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação de diretores escolares explicou que não há escolas fechadas mas que “há muitos professores a fazer greve e escolas a funcionar a meio gás”. “Os alunos estão nas escolas mas não têm todas as aulas”, explicou Filinto Lima.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas afirma mesmo que “o ambiente que se vive nas escolas é mais de recreio e menos de sala de aula”. Filinto Lima pede aos ministérios da Educação e das Finanças para olhar com atenção para esta greve e sublinha que “só este ano letivo já se realizaram mais greves do que desde que o Governo tomou posse”.


"A maioria das famílias não sente os efeitos da greve porque os seus filhos estão na escola, embora não tenham todas as aulas. Hoje, o ambiente que se vive nas escolas é mais de recreio e menos de sala de aula. Todos os minutos são de intervalo", acrescentou Filinto Lima, sublinhando que os professores estão mobilizados para fazer valer a sua posição em relação ao processo de descongelamento do tempo de serviço.

"O Ministério das Finanças deve abrir os cordões à bolsa e tratar a Educação de forma diferente", defende o dirigente.
Greves até sexta-feira
A iniciativa de luta que arrancou esta terça-feira foi convocada pelas duas principais federações de professores, a Fenprof e a FNE. Os docentes protestam por causa da contagem de tempo de serviço.

Os professores exigem que sejam contabilizados os mais de nove anos em que as carreiras estiveram congeladas. O Executivo propõe descongelar apenas dois anos e dez meses de serviço.

Esta terça-feira, a paralisação realiza-se nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, e também na Região Autónoma da Madeira. Na quarta-feira, a greve chega à região sul (Évora, Portalegre, Beja e Faro) antes de rumar aos distritos do centro do país na quinta-feira (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco).

A greve termina a 16 de março, sexta-feira, dia em que os professores paralisam na região norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e na região autónoma dos Açores.

Tópicos:

Alunos, Carreiras, Descongelamento, Escolas, FNE, Fenprof, Greve, Professores, Salários,

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