Radiografia preocupante do Serviço Nacional de Saúde

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Radiografia preocupante do Serviço Nacional de Saúde

A ver: Radiografia preocupante do Serviço Nacional de Saúde

O último estudo da Pordata surge numa altura em que as ordens profissionais se queixam de falta de recursos e dizem que o sistema de Saúde em Portugal está à beira da rotura.

Serviços estrangulados, demissões atrás umas das outras, greves que se fizeram ouvir por todo o país - a exaustão começa a ser cada vez mais evidente.

Em março deste ano, os diretores de serviço do Hospital de Gaia ameaçavam demitir-se ao assistirem àquilo que dizem ser uma degradação progressiva do serviço de urgência.

Dois meses depois, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu acusou do mesmo problema: diretores de serviço e coordenadores suspenderam funções.

Por falta de enfermeiros, o Hospital de Santa Maria em Lisboa foi obrigado a encerrar serviços. Parte dos enfermeiros queixam-se de trabalhar por vezes dois turnos por dia e terem ritmos de trabalho alucinantes.

Na semana passada, 16 chefes de equipa do Hospital de São José apresentaram demissão. Sem condições, muitos acabam por desistir.

Nos últimos oito anos, mais de 17 mil médicos e enfermeiros saíram do nosso país. Fogem para países com Inglaterra ou França atraídos por melhores condições.

Nas ordens profissionais o número de inscritos tanto de médicos como de enfermeiros têm vindo a aumentar. Se em 2015 foram mais de 49 mil médicos, em 2017 o número subiu. O mesmo acontece com os enfermeiros. No ano passado estavam inscritos mais de 71 mil enfermeiros.

Estes números acabam por ser insuficientes para as Ordens, atendendo às necessidades dos centros hospitalares.

No último estudo da Pordata, percebe-se que o Estado português gasta cada vez menos com medicamentos. Em 1995, Portugal gastou 806 milhões de euros com medicamentos. O valor foi aumentando até 2011, altura que Portugal entrou em crise financeira. No ano passado o Estado teve um encargo de 1152 milhões de euros.

Quanto a promessas, o Governo já cumpriu algumas. O regime de trabalho passou para as 35 horas semanais de trabalho, embora agravando por outro lado a carência de pessoal nos serviços. Houve uma redução do valor das taxas moderadoras. Também durante esta legislatura o ministro tem vindo a prosseguir o caminho para que todos os portugueses tenham médico de família.

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