Trabalhadores da Carris em greve de 24 horas contra subconcessão

Trabalhadores da Carris em greve de 24 horas contra subconcessão

Trabalhadores da rodoviária Carris, que opera na Grande Lisboa, estão hoje a cumprir uma greve de 24 horas contra a subconcessão da empresa, atualmente em concurso público.

Lusa /
Rafael Marchante, Reuters

Na quinta-feira à tarde, a transportadora informou prever alguns reflexos da paralisação na circulação de autocarros já a partir das 22:00 na rede da madrugada.

Na sequência da convocação de serviços mínimos em tribunal arbitral, vão estar em funcionamento, em 50% do regime normal, as carreiras 703 (Charneca do Lumiar -- bairro de Santa Cruz) e 751 (Linda-a-Velha -- estação de Campolide), estando também ativo o serviço de transporte exclusivo de pessoas com mobilidade reduzida.

Em causa está, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (Sitra), "a privatização acelerada que o Governo quer fazer dos transportes na região de Lisboa e na região do Porto, afastando totalmente as autarquias, que são parte interessadíssima neste problema".

Os trabalhadores irão realizar um plenário durante a manhã na estação de Santo Amaro, onde oficialmente se localiza a sede da empresa.

A paralisação foi convocada pelo Sitra, mas teve o acolhimento de outros sindicatos, como confirmou à agência Lusa a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).

Os trabalhadores da Carris, do Metropolitano de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa (responsáveis pelas ligações fluviais no Tejo) anunciaram também a realização, a 22 de abril, em Lisboa, de uma marcha "contra a privatização" daquelas quatro empresas de transportes.

Para hoje estava marcada uma greve no Metropolitano de Lisboa que foi adiada para a próxima sexta-feira, 17 de abril, alteração que Anabela Carvalheira, da Fectrans, justificou com a falta de segurança, já que o Metro teria de funcionar em serviços mínimos decretados na terça-feira pelo tribunal arbitral do Conselho Económico e Social.

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