Três casos positivos em voo de repatriamento de Moçambique são de Ómicron

por RTP
Manuel de Almeida - Lusa

Os três casos positivos de Covid-19 detetados no voo de repatriamento de Moçambique realizado no sábado são da variante Ómicron. A RTP apurou que a sequenciação genética foi feita no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

Estes passageiros chegaram a Lisboa no primeiro voo de repatriamento, em que seguiam 282 pessoas a bordo.

Todos os passageiros ficaram em isolamento. Devido à nova variante, quem chegar a Portugal vindo de Moçambique fica obrigado ao cumprimento de quarentena de 14 dias.

Já depois do voo de sábado, um segundo voo de repatriamento chegou esta segunda-feira a Lisboa, com 273 pessoas a bordo. Também neste caso, todos os passageiros foram submetidos a testagem.

Os próximos voos de repatriamento de ligação entre Moçambique e Portugal estão previstos para quinta-feira e sábado, dias 9 e 11 de dezembro.

Na segunda-feira, a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, adiantou que o INEM irá passar a prestar apoio à testagem, isto depois dos protestos dos passageiros que se queixaram de terem sido obrigados a pagar um segundo teste.

Vários passageiros do primeiro voo de repatriamento relataram à RTP que, mesmo vacinados, foram confrontados com a exigência de um teste PCR antes do embarque, tendo sido cobrados valores entre os 80 e os 135 euros. Ao chegarem a Lisboa foi-lhes exigido um segundo teste.

Segundo a governante, o segundo teste é exigido como medida de precaução. Para que não se repita “alguma desorganização”, o INEM irá assegurar a testagem dos próximos voos.

Na segunda-feira, em declarações à RTP, a secretária de Estado lembrava a importância da testagem, quando na altura tinham sido registados dois casos no voo de sábado.

A situação "mostra a importância de fazermos esta testagem por causa da incerteza da variante Ómicron e da necessidade de sinalizarmos e sequenciarmos a existência dessa variante nas pessoas que derem positivo".

O objetivo das autoridades é “tentar atrasar o máximo possível a entrada da variante até termos mais informação que se considere ser útil para tomarmos medidas, caso se justifiquem”.
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