Vagas para internato médico deixa 700 médicos sem acesso a especialidade

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Um total de 1.665 vagas, para 2.365 médicos candidatos, foram abertas este ano para o concurso do internato médico o que, segundo a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) "deixa 700 médicos sem acesso à especialidade".

Em comunicado, a ANEM critica o facto de o número de vagas ser "bastante inferior ao número de médicos candidatos" o que significa que "o número de médicos que ficarão sem acesso a especialidade será sempre muito superior" ao de 2017.

"A ANEM lamenta que se continue a promover em Portugal a formação de médicos indiferenciados e consequentemente o comprometimento da capacidade de proteção dos doentes e a degradação da qualidade e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde", lê-se na nota.

Segundo a ANEM, é necessário planeamento e investimento e não continuar a formar médicos acima da capacidade de integração.

"Um médico sem especialidade é um médico que não completou a sua formação clínica. É um médico que viu as suas legítimas expectativas defraudadas por um sistema que, ao não mudar estas políticas, está a servir mal os doentes", segundo Edgar Simões, presidente da ANEM.

A associação lembra que já entregou ao Governo uma proposta para resolução do desfasamento, que passa pela redução do `numerus clausus` de forma gradual, destacando que há excesso de alunos nas faculdades e falta de vagas para formação especializada.

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