Hélder Ornelas e Paulo Gomes representam Portugal na maratona

Hélder Ornelas e Paulo Gomes representam Portugal na maratona

Portugal só tem dois atletas em acção no último dia dos Jogos Olímpicos. Hélder Ornelas e Paulo Gomes vão correr a maratona, uma das provas mais tradicionais dos Olímpicos.

RTP /
Paulo Gomes afirma que o seu objectivo é cortar a meta e dar o seu melhor D.R.

A maratona masculina é uma das competições que fecham este domingo o último dia dos Jogos Olímpicos Pequim2008. Portugal vai estar representado com o experiente Hélder Ornelas e com o estreante Paulo Gomes.

Aos 34 anos, Ornelas conta no currículo com a participação em Atenas2004, onde foi 27º na prova dos 5000 metros. Na distância máxima da corrida, Ornelas vai agora tentar bater o seu recorde pessoal, que está nas 2:09.59 horas.

Pelo contrário, Paulo Gomes, de 35 anos, nunca esteve nos Jogos Olímpicos, embora já tenha participado em três maratonas. A melhor classificação que já conseguiu foi um terceiro lugar em Praga. A sua melhor marca pessoal foi 2:12.51 horas.

Ouvido pela Antena 1, Paulo Gomes confessa que a ida aos Olímpicos é um sonho: "Os Jogos Olímpicos para mim significam o realizar de um sonho. Foi aquilo com que eu sempre sonhei desde que comecei a praticar atletismo há 20 anos atrás".

"Quando, ainda antes de ser atleta, vi pela primeira vez na televisão os Jogos Olímpicos tive um sentimento muito forte. Quando comecei a praticar tornou-se numa miragem, num sonho que eu iria tentar concretizar, o que não é fácil", sublinha.

Viver em Celorico da Beira não ajuda

Em Pequim, o seu objectivo principal é cortar a meta. "O meu objectivo prioritário é correr a maratona e poder chegar ao fim e, se possível, com um resultado que me satisfaça no pleno sentido da palavra", afirma.

"Não quer dizer que seja chegar à frente ou ficar nos lugares do pódio, mas até chegar ao fim e ter a sensação de que dei o meu melhor e que fiz um resultado de acordo com a minha valia e com o meu potencial", acrescenta.

Paulo Gomes desabafa que o facto de viver em Celorico da Beira não o ajuda a obter bons resultados.

"Costumo dizer que quando vou com os meus colegas de Selecção para o estrangeiro quando entro dentro do avião já tenho uma viagem feita, da Guarda para Lisboa ou da Guarda para o Porto, enquanto que eles saem de casa e estão praticamente no aeroporto", explica.

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