Reportagem

Congresso do CDS-PP. Moção de Francisco Rodrigues dos Santos vence

por RTP

O novo líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, durante o discurso de vitória, no qual apelou à união, estendeu a mão a João Almeida e proclamou que "à direita, lidera o CDS". Paulo Novais - Lusa

Da liderança da Juventude Popular, diretamente para a liderança do CDS-PP, numa curta década, Francisco Rodrigues dos Santos não hesitou em reclamar para o partido a liderança da direita em Portugal, por direito próprio. Puxando dos pergaminhos, sublinhou que não será "mordomo" de ninguém e assumiu como objetivo a luta contra "o socialismo vigente" e contra a esquerda em geral. Prometeu também "arregaçar as mangas" e fazer "das ruas do país o seu escritório", deixando implicitamente a João Almeida a liderança no Parlamento. O novo líder tem os olhos postos nas próximas eleições autárquicas e apelou ao apoio das bases para recuperar e conquistar votos para o CDS. "Nós vamos ser o CDS. Nós vamos à luta", prometeu.

17h00 - O rescaldo do Congresso

Adeus "portismo", olá "chiquismo".

O CDS-PP votou resoluto à direita, recusando propostas de continuidade ou de mudança moderada. É o fim de um ciclo iniciado por Paulo Portas e o início de outro que recupera sob muitos aspetos um antigo CDS mais próximo das bases.

Francisco Rodrigues dos Santos, advogado, 31 anos, conhecido como "Chicão" desde os seus tempos de aluno do Colégio Militar, viu a sua lista para a Comissão Política receber 65,7 por cento dos votos dos delegados ao 28.º congresso nacional do CDS-PP, em Aveiro. O número de  brancos foi significativo: 34,27 por cento, ou seja, a maioria dos apoiantes de Lobo d'Avila preferiu abster-se.

No Conselho Nacional, a vitória foi menos expressiva, 51,99 por cento. Os lugares de quase metade deste orgão nacional do CDS-PP serão ocupados por apoiantes de João Almeida, cuja lista obteve 44,56 por cento dos votos.

Este, um dos cinco deputados centristas no Parlamento, já disse que o relacionamento com o novo Presidente do partido "será bom", depois de ter, de início, garantido que a relação iria respeitar as regras "institucionais".

Na vitória, Rodrigues dos Santos preocupou-se em garantir a unidade. Convidou para vice-presidente Filipe Lobo d'Avila, primeiro subscritor da terceira moção mais votada do Congresso, depois da desistência, a favor de "Chicão", de Abel Matos dos Santos.

A moção de Francisco Rodrigues dos Santos foi a mais sufragada, com 671 votos, um score de 46,6 por cento. O novo líder sucede a Assunção Cristas, que esta segunda-feira cede o lugar de deputada na Assembleia da República a Gonçalves Pereira.

A liderança da bancada continua a pertencer a Cecília Meireles, que apoiou a candidatura de João de Almeida.

Rodrigues do Santos quer tornar o CDS-PP numa "síntese dessa nova direita de Manuel Monteiro, de Paulo Portas, mas também de Lucas Pires, que não está fechada nem centralizada em Lisboa mas andará pelo país, qual locomotiva em andamento e abrirá zonas de debate com a sociedade, dialogará com os portugueses, em contacto com o país real, olhos nos olhos".

"Não nos vamos diluir em nenhuma força política, nós vamos ser o CDS, nós vamos à luta, um partido de estabilidade, um partido de compromisso, um partido de governo, um partido que somos nós, um partido que é maior do que nós, um partido ao serviço de Portugal e dos portugueses", frisou, desencadeando a maior reação de apoio da sala.

"Estarei empenhado a crescermos no país, para depois aumentarmos os lugares onde nos iremos sentar no parlamento. Porque quando o CDS merece, o povo vota no CDS", advogou no final de um discurso de pouco mais de 20 minutos.

Veja em baixo o resumo do dia e acompanhe o discurso de vitória de Rodrigues dos Santos.

16h47 - "Gostei". A reação de Lobo d'Avila

O primeiro vice-presidente de Rodrigues dos Santos, Filipe Lobo d'Avila, que aceitou o convite do novo líder depois de ver a própria moçao derrotada, assumiu que "gostou" do discurso.

"É o tal CDS que é útil e que faz a diferença", sublinhou.
Sobre a aceitação do convite, referiu ser um "sinal de união, de pacificação e um sinal de que os nossos adversários estão lá fora".

16h40 - "Vai ser bom". A promessa de João Almeida

O candidato derrotado, João Almeida, em reação ao discurso do líder, afirmou que o relacionamento entre o presidente Francisco e o grupo parlamentar, composto por apoiantes da sua própria candidatura, "vai ser bom".
João Almeida admitiu que se revê no apelo à união do partido, feito durante o dircurso de Rodrigues dos Santos. E sublinhou ainda a importância de, através dos seus apoiantes, que compõem quase metade do Conselho Nacional, todo o partido estar ali respresentado.

16h25 - CDS, o partido sexy

"Seremos um partido sexy porque utilizaremos estratégias de comunicação atuais", afirmou o jovem líder centrista, na hora de anunciar um novo ciclo.

"Sejamos claros. À direita lidera o CDS, não lidera nenhum outro partido", afirmou, dizendo que quer o CDS como "braço direito dos portugueses".

"A minha assembleia será o país, o meu escritório serão as ruas de Portugal", prometeu.

"Nós vamos ser o CDS. Nós vamos à luta", desafiou ainda, num crescendo de palavras de ordem que levantaram os delegados e o novo Conselho Nacional.

16h05 - O CDS renasce

"O CDS renasce sempre mais forte! O papel do CDS é insubstituível!"começou por proclamar Francisco Rodrigues dos Santos, depois de afirmar que este 28º congresso foi "uma prova de vida para o CDS" e resposta para "aqueles que acham" que estava "a viver um período de definhamento".

O novo líder discursa. "Daqui não arredamos pé. Estamos cá para combater as esquerdas, o socialismo vigente em Portugal."

"Nós sabemos que o fracasso não é eterno", afirmou, depois de recordar os primórdios difíceis do CDS e os nomes de todos os seus presidentes. "Hoje é o dia de reconciliação do CSD com todos os seus ex-presidentes", defendeu.

"O CDS não é de nenhum presidente. O CDS pertence a todos os seus militantes", por mais humilde que sejam. "Somos o espelho da nossa sociedade", "numa amplitude que nos faz vibrar e nos distingue dos partidos emergentes", referiu Francisco.

O novo presidente agradece ainda a Filipe Lobo d'Avila "pela humildade" de servir o partido e o país, assim como a António Carlos Monteiro. "Bem hajas, esta é a nossa equipa, para o CDS e para Portugal".

João Almeida, "dirigente que todos admiramos", "homem estimável que se bateu sempre pelas convicções de todos nós", irá "continuar a ser muito útil" no papel de deputado, no Parlamento.

"Todos fazem falta. Todos juntos, de olhos postos no futuro, perceberemos que a nossa casa comum não pode estar dividida contra si mesma", acrescentou, antes de proclamar que "o CDS continuará unido".

"Seremos um CDS que se baterá pela reforma do sistema eleitoral", sublinhou o novo líder, elecando em seguida uma série de bandeiras para o futuro, incluindo a reforma da Justiça.

16h00 - Novo Presidente

Francisco Rodrigues de Sousa chamado a integrar a nova mesa do Congresso Nacional do CDS-PP, na qualidade de novo presidente do partido.

15h50 - Lista de "Chicão" conquista mais de 65%

A comissão política nacional do CDS, de Francisco Rodrigues dos Santos, foi eleita com 65,7 por cento dos votos dos delegados.

A lista do novo líder recebeu 865 votos e 451 votos em branco.

15h47 - Posse dos novos orgãos do CDS-PP

O novo presidente da mesa chama uma a um os novos membros dos orgãos principais do partido.

Destaque para João Almeida, o grande rival de Francisco Rodrigues dos Santos, eleito para o Conselho Nacional, onde a sua lista obteve mais de 40 por cento dos lugares.

Momentos depois, foi chamado Filipe Lobo d'Avila, vice-presidente de Rodrigues dos Santos, depois da sua moção ter sido a terceira mais votada.


15h45 - Luís Queiró dá lugar a Martim Borges de Freitas

O Presidente da mesa do Congresso, Luís queiró, dá lugar ao seu substituto, Martim Borges de Freitas, de forma rápida, calma e discreta.

15H40 - Lista de Francisco vence com 51%

A lista de Francisco Rodrigues dos Santos para o Conselho Nacional vence com 51 por cento dos votos.

15h30 - O substituto de Assunção Cristas no Parlamento

A líder cessante do CDS-PP, Assunção Cristas, deixa na segunda-feira o cargo de deputada na Assembleia da República, sendo substituída por João Gonçalves Pereira, líder da distrital de Lisboa do partido, adiantou o próprio à Lusa.

"A partir de amanhã tomarei posse na Assembleia da República, sempre com o mesmo espírito de missão das outras vezes que estive no parlamento e, portanto, espero estar à altura, mais uma vez, de cumprir aquilo que são os desafios do partido em sede parlamentar", disse à Lusa o líder da distrital de Lisboa do CDS-PP.

João Gonçalves Pereira -- o nome que se segue na lista de candidatos que o CDS apresentou por Lisboa às eleições legislativas - já foi deputado e é também vereador na Câmara Municipal de Lisboa, onde continuará ao lado da líder cessante.

A data da saída, apontou, foi combinada "em perfeita harmonia com a Assunção Cristas".

"Aliás, ela já o tinha anunciado publicamente e, portanto, é um processo natural de transição", entende Gonçalves Pereira.

15h20 - O novo líder

Francisco Rodrigo dos Santos regressou à sala do Congresso rodeado de dois dos seus vice-presidente, um deles Filipe Lobo d'Avila, sob uma chuva de aplauss.

Aos jornalistas deixou um resumo do seu plano de ação. "Confiança. Determinação. Rumo. Futuro."

"O sinal está dado", respondeu, à pergunta se o facto de chegarem todos juntos era um sinal de unidade.
"Claramente dado, temos gente com muita qualidade, estamos unidos em torno do partido.  Este partido é muito maior do que nós. É um partido ao serviço de Portugal".

14h11 - Cansaço do "portismo"

O eurodeputado Nuno Melo admite que o CDS-PP parte agora para "um novo ciclo", com o fim do "portismo".

Questionado sobre se o partido estaria saturado dos dirigentes associados ao "portismo", afirmou: "Manifestamente que sim. De resto, o congresso mostrou durante os trabalhos e mostrou principalmente votando".

14h06 - Filipe Lobo d'Ávila, novo vice-presidente

Na contagem decrescente para a sessão de encerramento do Congresso de Aveiro, Filipe Lobo d'Ávila, ontem adversário de Francisco Rodrigues dos Santos, agora nomeado vice-presidente do novo líder, disse ao repórter da RTP Tiago Contreiras que "foi fácil chegar a acordo".
Houve, nas suas palavras, uma "coincidência de pontos de vista" e a necessidade de dar um sinal de mudança.

13h50 - Sessão de encerramento adiada para as 15h00

As urnas da votação para os órgãos nacionais do CDS-PP encerraram pelas 13h17, dez minutos depois de o último delegado ter depositado o voto.

Para além da lista para a comissão política nacional de Francisco Rodrigues dos Santos, os mais de 1400 congressistas votaram para a Mesa do Congresso e para a Mesa do Conselho Nacional, aos quais também só concorre a lista proposta pelo futuro líder do partido, Francisco Rodrigues dos Santos

Os delegados votaram ainda para o Conselho Nacional, o Conselho de Jurisdição e o Conselho de Fiscalização, que são disputados por duas listas alternativas, uma de Rodrigues dos Santos e outra de João Almeida.

Inicialmente marcada para as 13h30, a sessão de encerramento do XXVIII Congresso do CDS-PP foi adiada para as 15h00.

12h48 - João Almeida chega ao segundo dia de trabalhos

Enquanto deputado, João Almeida, cuja moção foi batida neste Congresso, prometeu uma relação "institucional" com o novo líder, Francisco Rodrigues dos Santos.
Desmentiu ainda António Carlos Monteiro, que disse ter sido convidado a integrar a nova direção a seu lado. "Disse-me que tinha sido convidado. Soube [que tinha aceitado] hoje de manhã", frisou.

12h17 - Quem é Francisco Rodrigues dos Santos?

O sucessor de Assunção Cristas é advogado. Tem 31 anos. Foi o mais jovem dos candidatos a apresentarem-se ao XXVIII Congresso do CDS-PP. É presidente da Juventude Popular desde 2015. E um confesso admirador de Winston Churchill, o histórico primeiro-ministro britânico que governou a Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial, da antiga primeira-ministra Margaret Thatcher, outro ícone conservador, e do antigo Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan.

Nasceu em Coimbra, a 29 de setembro de 1988, e foi aluno do Colégio Militar, em Lisboa. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É sportinguista.

Em 2007 filiou-se na Juventude Popular e no CDS-PP quatro anos depois, quando Paulo Portas liderava os destinos do partido. No seio da JP ganhou a alcunha de Chicão. Ganhou também notoriedade por assumir algum conservadorismo, pela oposição à designação de casamento para as uniões entre casais homossexuais e à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

Em 2018 a revista Forbes colocou Francisco Rodrigues dos Santos entre os “30 jovens mais brilhantes, inovadores e influentes da Europa” no capítulo do Direito e Política.

Fez parte do gabinete de Mota Soares, quando este foi ministro da Solidariedade e Emprego na governação partilhada com o PSD. Foi também autarca, na Junta de Freguesia de Carnide, em Lisboa, e posteriormente, a partir de 2007, como deputado municipal pelo CDS-PP.

Foi o derradeiro candidato a entrar na corrida à sucessão de Assunção Cristas, depois de Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila e Carlos Meira.

“Não adianta diabolizar-me. O partido conhece-me, estive diariamente disponível. Eu amo o meu partido. Eu sou um filho do meu partido”, clamou aos delegados no primeiro dia dos trabalhos em Aveiro.

“Esta é a nova direita para Portugal. Peço aos avós e aos pais que acreditem em mim como acreditam nos seus netos e filhos. Aos jovens, aos da geração acima e abaixo, acreditem no CDS em Portugal, porque Portugal precisa de nós”, rematou.

12h01 - Francisco Rodrigues dos Santos regressa ao Congresso

O rosto vencedor da reunião magna está nesta altura a entrar para o segundo dia de trabalhos.

Rodeado de jornalistas, Rodrigues dos Santos revelou que o discurso "está na cabeça", tendo agora de sentar-se para o alinhavar.

"Não foi uma negociação difícil. Abrimos pontes de diálogo com as outras candidaturas, depois de termos tido a votação mais expressiva na moção, e a partir daí creio que conseguimos chegar a entendimentos sólidos, que permitiram compor listas baseadas em apoios muito diversificados e plurais, que deram origem à disputa deste Congresso", respondeu, quando questionado sobre as negociações que se seguiram à votação das moções de censura.
Rodrigues dos Santos clama ter conseguido "um partido unido e virado para o futuro".

Questionado sobre o facto de ter poucas mulheres na lista, Francisco Rodrigues dos Santos desvalorizou: "Entendemos que esta era a melhor equipa, tem competência, qualidade e isso importa mais".

11h36 - Sílvio Cervan e o que vai ser o CDS-PP de Rodrigues dos Santos

Entre os nomes indicados para as vice-presidências do partido, Sílvio Cervan disse esperar que o novo líder "consiga unir o partido para amanhã fazer aquilo que interessa e ir ao país buscar novos quadros", propugnou, salientando o papel do CDS-PP enquanto "partido fundador da democracia portuguesa".


11h32 - Paulo Núncio fala à RTP

"Foi um Congresso dinâmico, muito forte, muito vivo em termos de discussão de ideias", sustentou o antigo governante, para quem o partido sai de Aveiro para um "novo ciclo".


11h20 - Ribeiro e Castro "contente com o desenrolar do Congresso"

Foi o que disse o antigo líder do CDS-PP, entrevistado por Lígia Veríssimo quando se preparava para votar.

Foi, nas suas palavras, um Congresso "com alguns riscos", mas "o partido demonstrou uma grande maturidade".
Ribeiro e Castro espera agora ver "um partido mais aberto".

11h08 - Listas afixadas, nova direção já fala

Prossegue o processo de votação no XXVIII Congresso do CDS-PP, com algum atraso na abertura das portas.

Ouvido pela repórter Sandra Machado Soares, à entrada para os trabalhos do segundo dia da reunião magna, Artur Lima, líder do CDS-PP nos Açores, sublinhou ter sido um "convicto apoiante de Francisco Rodrigues dos Santos", que descreveu como membro de "uma geração muito bem preparada".
Artur Lima, que vai ser um dos vice-presidentes do partido, afirmou acreditar na união do partido, embora João Almeida tenha recusado uma aproximação a Rodrigues dos Santos após a votação das moções de estratégia.

10h26 - António Carlos Monteiro explica entrada na direção do vencedor

"No final, aquilo que me foi transmitido é que, independentemente de quem eu apoiasse, faziam questão que eu integrasse a direção, para ajudar no futuro o partido", explicou António Carlos Monteiro, chamado para uma das vice-presidências de Rodrigues dos Santos. E que esteve ao lado de João Almeida.


10h22 - Abel Matos Santos e a história de uma desistência

Abel Matos Santos desistiu na noite de sábado da candidatura à presidência do CDS-PP, para assumir a defesa da candidatura de Francisco Rodrigues dos Santos.
O ex-candidato, entrevistado já esta manhã pela RTP, confirmou ter sido convidado para a Comissão Executiva, "em coerência com tudo o que tem feito até ao momento".

10h16 - Filas ganham corpo

A repórter Lígia Veríssimo ouviu os militantes que integravam as filas para votar na manhã deste domingo.


10h10 - Nomes conhecidos para vice-presidências

Numa altura em que os delegados ao Congresso de Aveiro começam a formar filas para a votação, a RTP apurou que haverá seis vice-presidências no núcleo duro - a Comissão Política - de Francisco Rodrigues dos Santos.

O repórter Sérgio Vicente adiantou três nomes para cargos de vice-presidente: Filipe Lobo d'Ávila, cuja moção foi a terceira mais votada, António Carlos Monteiro e Sílvio Cervan.
Além de Lobo d'Ávila, Sílvio Cervan e António Carlos Monteiro, serão vice-presidentes Francisco Laplaine de Guimarães, dirigente da Juventude Popular, Miguel Barbosa, antigo presidente da concelhia do Porto, e Artur Lima, líder do CDS dos Açores.

9h45 - Já se vota nas listas

Depois de uma longa noite, que desembocou na vitória da moção de Francisco Rodrigues dos Santos, as urnas para a eleição dos órgãos nacionais abriram às 9h30.

O repórter da RTP Sérgio Vicente sintetizou, já esta manhã, os desenvolvimentos das últimas horas em Aveiro. Desde logo, a integração de Filipe Lobo d'Ávila na nova cúpula política de Rodrigues dos Santos, na qualidade de vice-presidente.
Francisco Rodrigues dos Santos já estará a preparar o discurso que culminará os trabalhos do XXVIII Congresso.

8h33 - O que disseram os notáveis na véspera

Ainda antes de serem conhecidos os resultados, os notáveis do CDS mostraram-se divididos quanto à futura liderança do partido.
Foram marcantes os discursos no Congresso.

6h42 – Francisco Rodrigues dos Santos, rosto vencedor


A moção de estratégia submetida ao Congresso de Aveiro pelo líder da Juventude Popular recolheu 671 votos. A segunda moção mais foi a de João Almeida, com 562 votos, ou 38,9 por cento. Filipe Lobo d’Ávila viu o seu texto quedar-se pelo terceiro lugar, com 209 votos, ou 14,45 por cento.
Foram mais de 1400 os delegados à reunião magna que votaram.

A primeira jornada do XXVIII Congresso chegou ao fim pouco antes das 4h00 deste domingo, após o anúncio da moção vencedora, intitulada Voltar a acreditar. A candidatura de Rodrigues dos Santos à presidência do partido vai esta manhã a votos.

Rodrigues dos Santos afirmou que, de ora em diante, conta com João Almeida e Lobo d'Ávila, os adversários derrotados, assim como “com todos os militantes do CDS que decidiram integrar essas duas moções de estratégia global”.

“Vamos começar a formar as nossas equipas que comporão a liderança do CDS para os próximos dois anos e aí, naturalmente, que eu irei também ao encontro de militantes do partido que se encontraram afetos a outras candidaturas mas que eu reconheço talento, competência, energia e qualidade para abraçar, o futuro do CDS”, insistiu.
“Vamos começar a formar as nossas equipas que comporão a liderança do CDS para os próximos dois anos e aí, naturalmente, que eu irei também ao encontro de militantes do partido que se encontraram afetos a outras candidaturas mas que eu reconheço talento, competência, energia e qualidade para abraçar, o futuro do CDS”, insistiu.Francisco Rodrigues dos Santos não foi eleito nas últimas eleições legislativas para o Parlamento.

Francisco Rodrigues dos Santos sustentou também que tem um “propósito: “Permitir que haja uma reunião em torno deste caderno de encargos, da estratégia que foi aprovada em congresso e, depois, saibamos escolher que perfil é que se indica para cada uma das posições que compõem os órgãos nacionais do partido”.

“Esta é uma altura em que temos de definir o nosso plantel para os próximos dois anos”, continuou, para depois se dizer “absolutamente confiante” de que será capaz de “conseguir estabelecer pontos de entendimento” para que o CDS-PP se apresente “unido, coeso”.

Rodrigues dos Santos disse não acreditar que João Almeida ou Lobo d'Ávila possam submeter listas conjuntas à Comissão Política Nacional, recordando a “tradição não escrita em que o candidato cuja moção foi mais votada tem o direito de apresentar listas próprias aos órgãos nacionais do partido”.

Relativamente ao braço parlamentar do partido, prometeu reunir-se com os cinco deputados eleitos para perceber se a atual líder, Cecília Meireles, se manterá no cargo, contando, ainda assim, com a sua confiança.
Como reagiram os adversários
Recorde-se que Francisco Rodrigues dos Santos beneficiou do apoio de Abel Matos Santos, que desistiu da própria candidatura para juntar às fileiras do líder da Juventude Popular. Carlos Meira anunciaria pouco depois a intenção de retirar a sua moção da votação.

João Almeida reconheceu a vitória de Francisco Rodrigues dos Santos na votação das moções de estratégia e adiantou que apresentará uma lista ao Conselho Nacional.

“Quero obviamente cumprimentar Francisco Rodrigues dos Santos, ganhou esta votação e tem todo o direito de apresentar as listas aos órgãos nacionais do partido”, afirmou o deputado em declarações aos jornalistas.

João Almeida acrescentou que não apresentará listas para os órgãos de direção, mas irá apresentar uma lista própria ao Conselho Nacional por ser o órgão que representa “o Parlamento do partido”.

“Quero assinalar que foi a maior votação de sempre num congresso do CDS, o que é importante, num momento difícil que o CDS vive, ter tanta gente a votar num congresso e a pronunciar-se sobre qual é o caminho a seguir”, frisou.
Por sua vez, Filipe Lobo d´Ávila saudou também o vencedor, prometendo continuar a participar na vida do partido, no seio do Conselho Nacional.

“Foi o resultado que os congressistas quiseram dar”, reconheceu, para então “dar os parabéns ao vencedor”.

Lobo d’Ávila prometeu, de resto, permanecer no “parlamento interno do CDS”, o Conselho Nacional , para o qual voltará a apresentar uma lista. Procurar também que “o CDS possa cumprir os objetivos” que estabeleceu para a reunião magna: ”Recuperar a credibilidade, a confiança dos portugueses e ter uma mensagem que seja clara e percetível, para que nos concentremos a puxar as pessoas que estão lá fora”.