Costa afirma que economia cresce e que áreas atingidas por fogos estão a recuperar

| Política

O secretário-geral do PS defendeu hoje que "há bons motivos" para uma atitude de confiança, considerando que os indicadores demonstram que a economia continua a crescer e que as zonas atingidas por incêndios estão a reagir.

Estas posições foram transmitidas por António Costa aos jornalistas no final de cerca de três horas de reunião da Comissão Política Nacional do PS.

Pegando na estimativa rápida divulgada na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre um crescimento de 2,5% da economia portuguesa no terceiro trimestre deste ano, António Costa sustentou que esse indicador "comprova que o país tem vindo a manter um crescimento económico sustentável".

"Ainda na terça-feira tivemos conhecimento dos números do INE relativamente ao terceiro trimestre deste ano, em que se reforça a tendência de crescimento da economia, enquanto o desemprego continua a descer de forma sustentada", disse.

António Costa referiu-se também ao périplo que na terça-feira fez em vários concelhos do interior do distrito de Aveiro que foram atingidos em outubro passado por incêndios florestais.

"Em várias zonas do país tive a oportunidade de verificar como, em relação aos incêndios que devastaram grande parte do território há cerca de um mês, se está a reagir de forma assinalável. Os empresários estão a recuperar as suas empresas e o Governo está a trabalhar com os autarcas", referiu.

Para António Costa, "o país está a ser reconstruído" nas zonas atingidas pelos incêndios de junho e de outubro passado.

"Há bons motivos para termos confiança", acrescentou.

Neste ponto relativamente aos incêndios, o líder da minoria socialista na Comissão Política do PS, Daniel Adrião, lamentou que este tema não fosse discutido mais cedo por um dos órgãos nacionais deste partido.

"Entendemos que a gravidade desta situação justificava que os órgãos do partido reunissem extraordinariamente para que se pudesse fazer uma avaliação e ajudar o líder do partido a responder politicamente a uma situação de enorme gravidade. A opção de ouvir a Comissão Nacional do PS não deve ser encarada como uma maçada. Bem como a Comissão Política Nacional do PS, que finalmente se reúne, deve ser uma espécie de Senado do partido, que deveria ser o órgão de consulta por excelência do secretário-geral" defendeu Daniel Adrião.

O dirigente socialista deixou ainda mais um recado à atual direção do PS: "É fundamental que o partido não seja transformado apenas num mero instrumento do Governo para fins eleitorais e possa ser de facto um partido com massa crítica, com pensamento próprio e com capacidade de refletir estrategicamente sobre o futuro do país", sustentou.

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