Passos Coelho diz que "geringonça está no imobilismo"

| Política

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, discursa durante a festa anual do PSD no Algarve no Pontal, Quarteira, 13 de agosto de 2017.
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O PSD fez esta noite, em Quarteira, o regresso à política depois das férias. Passos Coelho não poupou nas críticas à esquerda. Acusou nomeadamente o governo de estar esgotado, e a Geringonça de imobilismo em relação ao futuro.

"Se os próximos dois anos de geringonça forem como os dois primeiros, teremos perdido uma legislatura a viver à conta do que se fez no passado e da conjuntura e nada a preparar o futuro", disse o líder do PSD no discurso que proferiu na Festa do Pontal, em Quarteira, que marca a "rentrée" política do partido, referindo-se ao Governo minoritário do PS, apoiado no parlamento por PCP, BE e PEV.

Para Passos Coelho, "a geringonça está no imobilismo no que respeita ao futuro, está esgotada, porque realmente não deseja alterar nada para o futuro" e denota uma preferência "pela estatização e pela coletivização", querendo ao mesmo tempo "fazer passar a desconfiança sobre aquilo que não domine ou que não venha ao beija mão".

Pedro Passos Coelho acusou também a Proteção Civil de descoordenação no combate aos fogos florestais e apontou o dedo a António Costa, salientando que o primeiro ministro é o grande responsável pelo sistema de comunicações SIRESP, que continua a falhar.


Passos Coelho criticou igualmente o populismo do Governo, dando como exemplo o aumento extraordinário das pensões a um mês das eleições autárquicas.

As críticas não se ficaram por aqui, o líder social democrata afirmou ainda que afinal "são os baixos salários que sustentam a Economia", ao lembrar as exigêsnias da esquerda durante o seu próprio Governo.

De acordo com o líder do PSD, o país está "adiado do ponto de vista estrutural e cativado do ponto vista orçamental", em parte porque "quem governa hoje não tem um espírito reformista", o que, refere, foi notório nos primeiros dois anos da legislatura.

"O país não está apenas adiado, porque está adiado, não tem reformas, está cativado. Está cativado porque o Governo não tem coragem de dizer que aquilo que o país precisa não é aquilo que o Governo faz e que as opções que vai tomando custam dinheiro que é desviado de outras funções do Estado", declarou.

c/ Lusa

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