Sonda japonesa procura em asteróide açúcar dos seres humanos

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O Japão está de novo com os olhos postos nas rochas espaciais. E desta vez procura mesmo desvendar alguns dos segredos mais bem guardados do universo: a formação da espécie humana.

Depois de ter enviado em 2003 a sonda Hayabusa (Falcão Peregrino) ao encontro de um asteróide, tendo conseguido mesmo recolher pequenas amostras do solo e regressado à Terra, agora quer voltar a repetir a façanha, através da segunda versão da sonda, a Hayabusa2.
Os asteróides Apollo são um grupo de asteroides cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra. Estes objetos rochosos celetes receberam este nome após a descoberta do asteroide 1862 Apollo por Karl Wilhelm Reinmuth, o primeiro asteróide descoberto deste grupo.

A nova sonda japonesa esteve a viajar mais de três anos pelo sistema solar, tendo chegado, no dia 27 de junho, ao destino a que se propunha: o asteróide Ryugu. Um pequeno asteróide, descoberto em 1999, com um tamanho estimado de 980 metros, pertencente à classe Apollo, que circula nos arredores da órbita terrestre.

De acordo com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, a Hayabusa2 está a orbitar agora o Ryugu, a cerca de 20 quilómetros de distância e vai, nos próximos 18 meses, estudar e recolher material, que depois trará de volta à Terra.

  Asteróide Ryugu. Um açucareiro espacial e potencialmente humano
Na missão da sonda Haybusa2 estão três pousos para a recolha de amostras. As manobras também vão servir para instalar quatro pequenas sondas que vão explorar ainda mais a superfície de Ryugu.
Ribose é um açúcar único compostos por cinco moléculas de carbono, que ocorre naturalmente em todas as células vivas e forma a porção de carbohidrato do DNA. A Ribose é também o açúcar que inicia o processo metabólico para a produção da ATP, a maior fonte de energia usada pelas células, principalmente pelas células do tecido muscular. Muito semelhante a creatina.
Os cientistas esperam que com a análise da rocha antiga e rica em carbono do asteróide Ryugu poder ter uma nova visão sobre a composição do sistema solar primitivo e origens da vida.

A s amostras podem ajudar a confirmar se os asteróides carregam um componente químico essencial nas células humanas, que é um açúcar simples chamado Ribose.

A confirmar-se essa presença, este químico existente na Terra e nos seres humanos pode mesmo ter chegado cá a partir de outras partes do espaço exterior, em vez de se formar aqui sòzinha.


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