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Conferência Utupia Machim - Resistência no Lugar dos Tempos

Conferência Utupia Machim - Resistência no Lugar dos Tempos



UTOPIA MACHIM - RESISTÊNCIA NO LUGAR DOS TEMPOS: 27 ABR

No dia 27 de abril, às 18:30, realiza-se a conferência Utopia Machim - Resistência no Lugar dos Tempos, no Pequeno Auditório da Culturgest, com entrada gratuita (mediante levantamento de bilhete 30 minutos antes da sessão e sujeito à lotação da sala).

Que lugar pode ocupar a arte no resgate da memória? Qual a importância do gesto de ontem nas sociedades libertadas?

Com a participação de António Pinto Ribeiro (curador e investigador MEMOIRS, Universidade de Coimbra), Inocência Mata (Centro de Estudos Comparatistas, FLUL), Miguel de Barros (CES Amílcar Cabral e Conselho de Pesquisa para as Ciências Sociais em África) e moderação de Beatriz Gomes Dias, cofundadora da Djass - Associação de Afrodescendentes e deputada, a conferência - realizada em parceria com o Teatro GRIOT - foca-se na história esquecida da relação colonial entre Portugal e São Tomé e Príncipe, a partir dos vestígios da Guerra da Trindade - ou Massacre de Batepá - em 3 de fevereiro de 1953.

Este massacre - cometido pelas tropas coloniais portuguesas do qual é incerto o número de mortes - é o ponto de partida do movimento das lutas de libertação onde a rutura entre colonizado e colonizador foi executada por temerários que, munidos de machins (catanas), acreditaram poder provocar um corte sem retorno. Simultaneamente, é ainda objeto de uma amnésia sistemática, persistente na sociedade e na História portuguesa.

QUE RITUAL ENTRE A VIDA E A MORTE? - CONVERSA ONLINE

Já disponível online, no Facebook, IGTV e YouTube da Culturgest, a conversa entre Zia Soares, atriz, encenadora e diretora artística do Teatro GRIOT e Raquel Lima, artista e investigadora, conversam tendo como ponto de partida perguntas que o O Riso dos Necrófagos faz emergir.

De que forma os corpos se exprimem num elenco tão diverso como o deste espetáculo? Qual o papel do Teatro GRIOT na emersão de uma nova dramaturgia, cocriada e não refém de um texto? Como é que o percurso da companhia reconfigura a lente de artistas e público para que abracem estas tensões?​


Serão o caos e o transe dos desfiles do tchiloli ou as cerimónias espirituais de matriz africana o lugar de equilíbrio entre denúncia e celebração? Quando consideramos a arte desde uma perspetiva decolonial, pensamos no resgate da memória e no movimento de contra-memória, mas esse equilíbrio pode ser o maior desafio.


Sobre o Teatro GRIOT

O Teatro GRIOT é uma companhia de atores cujo trabalho se desenvolve a partir da tensão entre corpo e território, imaginários coletivos e individuais, operando num espaço de intersecção de territórios geográficos e simbólicos como ponto nevrálgico de um movimento artístico de contra-memória.