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Musica sem Espinhas Com Nuno Sardinha.

ENEIDA MARTA - Nha Sunhu - chega dia 30 de Março

 - Nha Sunhu - Novo CD 

ENEIDA MARTA - Nha Sunhu - chega dia 30 de Março

Eneida Marta novo CD dia 30 de Março

Basta ouvir, no arranque de Nha Sunhu, a voz que canta “Ó África, ó tabanka, ó povo” para se perceber que Eneida Marta é uma artista especial, que a sua alma possui uma profundidade invulgar e que o seu timbre distinto pode equilibrar lamento e esperança na mesma palavra, no mesmo sopro. Não é difícil apaixonarmo-nos por Nha Sunhu e pela voz de Eneida Marta. Difícil será depois disso mantermo-nos longe dela.

Esta cantora guineense nasceu em Bissau há 42 anos, pouco antes da antiga colónia portuguesa declarar a sua independência. Uma altura auspiciosa, portanto. E faz, por isso mesmo, sentido que Eneida Marta cante a liberdade, o amor, as coisas realmente importantes da vida. E a verdade é que Eneida, nascida numa família de fortes inclinações artísticas, sempre cantou, desde menina. Foi com Juca Delgado, já em Lisboa, que começou a dar passos mais sérios na música, colaborando com artistas conceituados como Dom Kikas, Rui Sangara, Aliu Bari ou Iva Ichi antes de se estrear, em 2001, com Nô Storia, disco que a levou a apresentar-se em palcos de Cabo Verde, França, Holanda, Alemanha e, claro, Portugal e Guiné Bissau. Seguiu–se, em 2002, o álbum Amari que despertou interesse do gigante da world music Putumayo: nesse mesmo ano, a editora americana incluiu trabalho de Eneida Marta na sua compilação An Afro-Portuguese Odissey. Até à edição do seu terceiro álbum, Lôpe Kai, em 2006, Eneida registou mais uma série de participações em compilações e trabalhos de outros artistas, construindo, a pulso, o seu caminho, singular e distinto, reconhecido com a obtenção de um primeiro lugar num concurso de World Music com o tema “Mindjer Dôlce Mel” que a Putumayo haveria de incluir na compilação Acoustic Africa.