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Exposição de pintura Angolana - CCX-TRITIKUM

Exposição de pintura Angolana - CCX-TRITIKUM


210 ANOS A PINTAR HISTÓRIAS DE ANGOLA

· Exposição de pintura Angolana: CCX-TRIPTIKUM - Rua Sousa Lopes nº12A em Lisboa


Em quanto tempo se conta uma história? Neste caso não contamos uma, mas sim três, que se contam em 210 anos de pinturas, desenhos e fotografias, precisamente a soma das idades de três amigos, artistas plásticos, angolanos, que agora se juntam em Lisboa para mais uma exposição da sua arte.

A abertura da exposição, com o nome CCX-TRIPTIKUM, dos pintores angolanos António Ole, Carlos Vilar e Mário Tendinha, com a presença dos três artistas e curadoria dos mesmos, terá lugar a partir das 17h do próximo dia 20 de novembro (sábado), na Galeria de Artistas de Angola, um novo espaço na Rua Sousa Lopes N.º 12A em Lisboa, dedicado à arte angolana, que também inaugura no mesmo dia e hora.

A exposição contempla várias obras nos formatos de pintura, maioritariamente técnica mista, bem como óleo e acrílico sobre tela e em alguns casos papel, a pincel e espátula; mas também desenho com marcadores e materiais riscadores diversos que conferem algum drama e textura às peças; e fotografia crua. Todas as peças relatam histórias, vidas e problemas da sociedade angolana. Há paisagens, pessoas, animais e muita cor, em tons fortes e quentes, que imediatamente transportam quem as vê até áfrica.

O nome CCX-TRIPTIKUM é somatório das idades deste trio de artistas, celebra a sua amizade, com décadas de existência e é o fio condutor desta narrativa que começou em Angola e viverá até sempre.

Sobre os artistas:

ANTÓNIO OLE
nasceu em Luanda, em 1951. Estudou Cultura Afro-Americana e Cinema na UCLA (University of California, Los Angeles). É diplomado pelo Center for Advanced Film Studies no American Film Institute, Los Angeles.

É pintor, cinematógrafo e fotógrafo, já expôs individualmente e coletivamente em cidades como Luanda, Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro, Glasgow, Sevilha, Nova Iorque, Chicago, Berlim entre muitas outras.

Ao logo dos anos recebeu diversos galardões, dos quais destacamos a Comenda de Mérito da República Portuguesa em 2007, Prémio Nacional de Cultura e Artes de Luando em 2004 e o Fundo de Mérito pelo Governo de Angola em 2002.

MÁRIO TENDINHA nasceu em Moçâmedes em 1950 e é pintor autodidata, começa a desenhar e a pintar aos 18 anos, muito influenciado pelas correntes modernas na época, a música pop, os hippies e os movimentos sociais. A banda desenhada, uma das suas paixões desde a infância, deixa marcas no seu trabalho, que se traduz pelas técnicas e suportes então utilizados.

Já expos individualmente e coletivamente em cidades como Luanda, Huambo, Lobito, Lubango, Lisboa, Famalicão, Figueira da Foz e Whakatane (Nova Zelândia).

Está representado em coleções em Angola, Brasil, Portugal, Espanha, Itália, França, Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos da América e África do Sul.

CARLOS VILAR, nasceu em Lisboa em 1953 e com poucos meses de vida vai para Angola. Em agosto de 1975 vem para Lisboa e regressa a Luanda em março 1977 e é neste período de tempo que tem contacto com o meio cultural de Lisboa, em particular com artistas plásticos e críticos de arte.

Tem Picasso, Matisse, Klimt, Egon Schiele, Modigliani, Klee, Ernst, Kandinsky, Vieira da Silva, Amadeo de Souza Cardoso e Gerhard Richter, além de Caravaggio e William Turner como grandes referências e que muito têm influenciado as suas obras.

É autodidata e começa a pintar em 2005 e em 2017 faz a sua primeira exposição individual, no CCC – Instituto Camões, em Luanda. Já expôs em cidades Luanda e Lisboa e conta centenas de obras espalhadas por todo o mundo, em cidades como Luanda, Lisboa, Porto, Madrid, Marbella, Rio de Janeiro, São Paulo, Pau, Buenos Aires, Nova Yorque.