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João Branco substitui diretora do Centro Cultural Português do Mindelo

Encenador português deixa direção do Mindelact. Na 'ora di bai', Ana Cordeiro agradece lealdade da equipa ao longo de 26 anos

João Branco substitui diretora do Centro Cultural Português do Mindelo

A diretora do Centro Cultural Português do Mindelo reformou-se a 1 de janeiro e abre portas ao encenador João Branco.

Segundo fonte da embaixada portuguesa em cabo Verde, Ana Cordeiro, que esteve 26 anos à frente do CCP do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, vai manter-se em funções até ao final deste mês para apoiar na transição da pasta João Branco, que é também diretor do Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact, que cumpre este ano o 20º aniversário.  
 
Na "ora di bai" - hora da despedida, em crioulo, Ana Cordeiro agradeceu por carta o "apoio e lealdade" das equipas que com ela trabalharam ao longo dos 26 anos, bem como aos escritores, atores, artistas e professores que ajudaram o Polo do Mindelo do CCP a cumprir a sua programação e, sobretudo, à população de São Vicente. Ana Cordeiro lembrou que o Polo do Mindelo do CCP realizou centenas de atividades culturais, entre peças de teatro, exposições de artes plásticas, colóquios e palestras, edição e lançamentos de livros, entre muitas outras iniciativas.   
 
João Branco - doutorado em Comunicação, Cultura e Artes e também funcionário do CCP do Mindelo há vinte anos - vai acumular as novas funções com as de diretor do festival de teatro, mas deixa a presidência do Mindelact, passando a liderar a Mesa da Assembleia Geral. "Continuarei a colaborar com a nova direção em tudo o que for solicitado e estarei presente em todos os momentos importantes, a começar pelo desafio imenso de festejarmos a edição 20 do Festival Mindelact", afirmou o encenador português, filho do músico José Mário Branco.

Para o substituir na presidência do Mindelact foi eleito, sábado passado, Daniel Nascimento Monteiro, que terá como vice-presidente Luísa Jardim. Segundo Daniel Monteiro, a gestão futura assenta em cinco pilares: capacitar pessoas para desenvolver e promover as artes cénicas no país, preservar a memória do teatro, dar um caráter mais internacional à associação, exportando  o teatro cabo-verdiano para fora do país, e procurar financiamento para dar viabilidade aos projetos do Mindelact. Durante o mandato, de três anos, Daniel Monteiro quer também resgatar os sócios para que possam ter uma participação mais expressiva e ativa na associação.