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Angola com segunda pior taxa de mortalidade infantil do mundo

Contas da UNICEF mostram 164 mortes em cada mil crianças angolanas nascidas vivas, em 2012. Pior, só a Serra Leoa

Angola ocupa a segunda posição mundial na tabela da taxa de mortalidade de menores de cinco anos, com 164 mortes infantis em mil crianças nascidas vivas.

No relatório anual sobre a situação mundial da infância, intitulado Compromisso para a Sobrevivência Infantil - Uma Promessa Renovada, o Fundo das Nações Unidas para a Infância indica que as estatísticas apresentadas esta sexta-feira são relativas a 2012.

De entre os países lusófonos, segue-se a Guiné-Bissau, na 6ª posição ex-aequo com a República Centro-Africana, com uma taxa de mortalidade neo-natal - que representa, nos termos da definição dos indicadores da UNICEF, "a probabilidade de morrer entre o nascimento e os cinco anos de idade, por mil nascidos vivos" - de 129 crianças em 2012, contra 158 crianças em 2011 e 243 em 1990.  
 
Moçambique classifica-se no 22º lugar da lista, utilizada como "principal indicador dos progressos em direção ao bem-estar da criança", com 90 crianças entre cada mil nascidas vivas a terem elevada probabilidade de morrer nos primeiros cinco anos de vida, em 2012, em contraste com as 103 que se encontravam nessa situação em 2011 e as 226 em 1990.
 
Timor Leste encontra-se no 48º lugar, com uma TMM5 de 57 crianças em mil, mais do que as 54 em mil registadas em 2011, mas muito menos que a registada em 1990: 180 em mil.  
 
A 52ª posição da lista pertence a São Tomé e Príncipe, onde, em 2012, 53 crianças enfrentavam esse limite temporal, contra 89 em 2011 e 96 em 1990.
 
O arquipélago de Cabo Verde classifica-se na 88ª posição, apresentando uma TMM5 de 22 crianças em mil, contra 21 em 2011 e 58 em 1990.  
 
Na posição nº 120 está o Brasil, que ocupa o último lugar entre os países lusófonos, com a mais baixa taxa de mortalidade de menores de cinco anos: 14 crianças em 2012, contra 16 crianças em 2011 e 58 em 1990.

Os números da UNICEF mostram que a mortalidade infantil diminuiu quase para metade, em pouco mais de vinte anos, no global, mas que a África subsariana contraria a tendência. Seja como for, diariamente ainda morrem 18 mil crianças com menos de 5 anos. No relatório, a agência especializada da ONU esclarece que estes dados foram extraídos dos bancos de dados da UNICEF e se baseiam em estimativas do Grupo Interagências das Nações Unidas sobre Mortalidade Infantil (UNICEF, Organização Mundial da Saúde, Divisão de População das Nações Unidas e Banco Mundial).

Oiça as reportagens de Eleutério Guevane, da rádio da ONU, e de Paula Borges.