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FMI diz que é urgente Moçambique consolidar as finanças públicas

Missão do Fundo Monetário Internacional este em Moçambique entre 10 e 19 de julho

FMI diz que é urgente Moçambique consolidar as finanças públicas


O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que Moçambique precisa urgentemente de consolidar as finanças públicas, assinalando que o país enfrenta perspetivas económicas difíceis, apesar da melhoria de alguns indicadores.

"As discussões de política macroeconómica [entre a missão do FMI e o Governo moçambicano] centraram-se na necessidade urgente de consolidação adicional das finanças públicas", declarou Michel Lazare, chefe da equipa técnica do FMI que concluiu na quarta-feira uma missão ao país.

Citado num comunicado distribuído hoje em Maputo pelo FMI, Michel Lazare refere que o empenho forte no ajustamento fiscal constitui um elemento crucial para garantir a sustentabilidade, promover o declínio da inflação e das taxas de juro.

Por outro lado, prosseguiu, Maputo deve agir no sentido de limitar aumentos adicionais da dívida pública e, ao mesmo tempo, facilitar a reestruturação da dívida.

"A missão enfatizou que o orçamento de 2018 deve, decisivamente, reduzir o défice fiscal", lê-se no texto.

No comunicado, o FMI considera que as perspetivas da economia moçambicana continuam difíceis, depois de um declínio de 3,8% em 2016, esperando-se que se aproxime dos 4,7% em 2017, principalmente devido ao aumento da produção e exportações de carvão.

"A inflação continua elevada, mas prevê-se que continue a declinar. Apesar dos cortes orçamentais no investimento e na aquisição de bens e serviços, o aumento da despesa com salários e remunerações continua a colocar pressões sobre o orçamento, contribuindo para a acumulação de atrasados internos", refere o comunicado

De acordo com o FMI, a dívida pública total, na sua maior parte denominada em moeda externa, continua em situação de sobreendividamento e o Governo falhou pagamentos de dívida externa.

Na frente fiscal, o Governo deu passos importantes com a eliminação dos subsídios do trigo e dos combustíveis e retomando, em março, o mecanismo automático existente de definição dos preços dos combustíveis. 

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