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Investimento estrangeiro em África subiu 6% para 718 em 2017 - Consultora EY

O número de projetos estrangeiros em África aumentou 6% no ano passado, tendo sido lançados 718 novos empreendimentos com Investimento Direto Estrangeiro (IDE), abaixo da média dos últimos dez anos, segundo um estudo da consultora EY.

Investimento estrangeiro em África subiu 6% para 718 em 2017 - Consultora EY



"Os investidores estrangeiros lançaram 718 projetos de IDE em África em 2017, o que mostra um aumento de 6% relativamente a 2016, o que nos traz de volta a valores de 2014, mas ainda consideravelmente abaixo da média dos últimos dez anos", lê-se no documento com o título 'Atratividade de África'.

Neste relatório sobre o IDE em África nos últimos dez anos, a que a Lusa teve acesso, a consultora EY explica que a subida do número de investimentos "está em linha com as expectativas", dada a recuperação económica do continente, e vinca que "a subida em IDE foi apoiada por uma viragem continuada de projetos extrativos para investimentos sustentáveis".

Por outro lado, acrescentam, os investidores em África "frequentemente olham para o investimento numa perspetiva de longo prazo e reconhecem que as baixas taxas de crescimento não são permanentes".

Outro dos fatores avançados pela EY para a subida do número de projetos estrangeiros no continente africano no ano passado pode ter a ver com a "perspetiva mais positiva de crescimento até 2020", para além da vantagem de investirem quando as moedas locais estão desvalorizadas.

"Outro fator que pode ter influenciado positivamente os números de 2017 é o ambiente de crescimento reduzido, que permite investir quando as moedas estão fracas e, assim, ganhar uma vantagem relativamente aos custos".

Entre os maiores destinos de investimento estrangeiro, Marrocos atingiu pela primeira vez o topo da tabela, alcançando o mesmo número de projetos da África do Sul, tradicionalmente a líder na captação de investimento estrangeiro em África, com 96 projetos cada, representando estes dois países 26% do total de projetos.

Moçambique é o único país lusófono que aparece na tabela dos 15 principais destinos de investimento estrangeiro no ano passado, com 11 novos projetos, o que representa uma descida de 26% face aos 15 projetos lançados em 2016 neste país.

Relativamente à nacionalidade dos investidores, os Estados Unidos continuam a ser os que mais investem em África em número de projetos, registando uma subida de 30%, de 91 em 2016 para 130 no ano passado.

O segundo maior investidor, em termos de números de projetos, é o Reino Unido, com 72 projetos, seguida da França, com 61, e da China, com 54.

No que diz respeito aos projetos lançados por países africanos em África, o número desceu 12%, de 105 em 2016 para 92 projetos no ano passado, diz a EY, salientando, ainda assim, que "a perspetiva de evolução da cooperação intrarregional é risonha", lembrando a adoção da Zona de Livre Comércio Africana (ZLEC), assinada por 49 dos 55 países africanos.