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Presidente angolano reafirma aposta na Saúde no meio de contestação dos médicos

O Presidente de Angola reafirmou através das suas contas no Facebook, Instagram e Twitter, que o setor da Saúde constitui uma prioridade do executivo e que "não descansará enquanto continuar a haver mortes por doenças evitáveis".

Presidente angolano reafirma aposta na Saúde no meio de contestação dos médicos

A posição de João Lourenço surge na sequência das visitas realizadas no sábado ao Centro de Depósito de Medicamentos e aos hospitais Geral de Luanda e Josina Machel, onde se inteirou das dificuldades e dos projetos em curso, no mesmo dia em que os médicos realizaram uma marcha de protesto para exigir melhores condições salariais e de trabalho, bem como a colocação de 1.500 profissionais no desemprego.

Hoje, o chefe de Estado indicou que as visitas de sábado permitiram-lhe reforçar a ideia de que a luta por um sistema de Saúde mais humanizado é "um desafio de todos (...) da família, escola, universidade, das igrejas e até do próprio hospital".

O Presidente angolano disse-se "animado" depois de constatar que os profissionais estão empenhados em fazer dos hospitais um instrumento fundamental para o desenvolvimento do país.

No Orçamento Geral do Estado para 2019, o Governo aumentou as verbas destinadas ao setor da Saúde (de 3,6% em 2018 para 6,6%), o que, pela primeira vez, em conjunto com as da Educação, ultrapassaram os gastos com a Defesa e Segurança.

Sábado, mais de uma centena de médicos angolanos marchou em Luanda para exigir melhores condições de trabalho, pedindo aos governantes que "experimentem" fazer as consultas médicas nos hospitais públicos de Angola, admitindo a possibilidade de avançar para nova greve

Na marcha, os médicos exigiram também a colocação de 1.500 colegas que se encontram no desemprego.

Em declarações à imprensa, o presidente do Sindicato dos Médicos de Angola, Adriano Manuel, disse, na altura, que a marcha "é o primeiro momento" de um grupo de ações que vão levar a cabo nos próximos dias.

Segundo o sindicalista, que manifestou disponibilidade para dialogar com a tutela, os médicos vão aguardar até 02 de março para que o Governo manifeste vontade para negociar com eles.

"Se isso não acontecer, no dia 02 de março vamos voltar a sentar (o sindicato), e perguntar aos colegas que decisão tomar em função do silêncio do Governo. Se houver silêncio, de certeza absoluta que vamos decretar, nesse dia, uma greve", avisou Adriano Manuel.

Em novembro de 2018, os médicos realizaram uma greve de três dias, que a entidade patronal considerou ilegal.