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Cultura

MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia | 29 Junho 08h00 | 30 Junho a 16 Outubro

Central Tejo, Lisboa

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MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia | 29 Junho 08h00 | 30 Junho a 16 Outubro MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia | 29 Junho 08h00 | 30 Junho a 16 Outubro

O futuro MAAT, visto do rio © Amanda Levete Architects (AL_A)


A partir de 30 Junho

MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia


4 Exposições inauguram a programação das galerias remodeladas da Central Tejo, antigo Museu da Eletricidade


A partir de 30 de Junho, a Central Tejo passa a constituir um dos polos do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, museu que se quer constituir como uma nova proposta cultural e paisagística para Lisboa. 
Um museu que cruza estas três áreas num espaço de debate, de descoberta, de pensamento crítico e de diálogo internacional. Um projeto inovador que coloca em comunicação um novo edifício, desenhado pelo atelier de arquitetura Amanda Levete Architects, e a Central Tejo, um dos exemplos nacionais de arquitetura industrial da primeira metade do século XX, e um dos polos museológicos mais visitados do país.

A nova programação do MAAT pretende apresentar exposições nacionais e internacionais com o contributo de artistas, arquitetos e pensadores contemporâneos, refletir sobre grandes temas e tendências atuais, e ainda mostrar diversos olhares curatoriais sobre a Coleção de Arte da Fundação EDP.
A 30 de junho são inauguradas quatro exposições nas salas renovadas do edifício da Central Tejo, e a 5 de outubro, abre ao público o novo edifício, com outras exposições e projetos, ocupando uma área de 38 mil metros quadrados. Os dois edifícios serão unidos por um parque, oferecendo um espaço exterior de excelência, com circulação livre, nesta zona ribeirinha da cidade de Lisboa.


O MAAT na Antena 2

Entrevista de Paulo Alves Guerra a Pedro Gadanho, diretor do MAAT,
no programa Império dos Sentidos, dia 29 de Junho, às 08h00


Exposições no MAAT - Central Tejo

Lightopia
Sala Central 1
De 30 Junho a 11 Setembro

Carlos Cruz-Diez, Chromosaturation, 1965/2010. © ADAGP, Paris 2016

Curadoria de Jolanthe Kugler

Lightopia explora a narrativa da luz ao longo dos tempos através de importantes peças de arte e design – algumas únicas ou nunca antes exibidas – e pretende ilustrar o desenvolvimento do design e da sua tecnologia, desde os seus primórdios até às tendências mais futuristas.

O espaço expositivo divide-se em quatro partes: Viver em Lightopia; Ícones do desenho e da luz; Cor, espaço e movimento e A Luz no futuro

Analisando a forma como a luz elétrica revolucionou o nosso ambiente, artistas, designers e arquitetos apresentam exemplos da sua aplicação e reinvenção nos domínios da arte, design, arquitetura e muitas outras disciplinas.
A exposição reúne mais de 300 obras, incluindo peças emblemáticas da coleção do Vitra Design Museum, assinadas por designers como Wilhelm Wagenfeld, Achille Castiglioni, Gino Sarfatti ou Ingo Maurer, bem como obras de aristas contemporâneos dos quais destacamos Olafur Eliasson, Troika, Chris Fraser, Daan Roosegaarde ou Joris Laarman, entre muitos outros.

Este é um projeto do Vitra Design Museum, em parceria com a Fundação EDP. A exposição esteve patente na sede do Vitra Design Museum, em Weil am Rhein, na Alemanha, no Espace Fondation EDF em Paris, e no Design Museum Gent, na Bélgica. 


Segunda Natureza
Sala Central 2
De 30 de Junho a 16 Outubro

Luísa Correia Pereira, Divers chemins avec une forêt au centre, 1970

Curadoria de Luísa Especial e Pedro Gadanho

A exposição coletiva Segunda Natureza representa a primeira instância de um ciclo de olhares sobre a coleção da Fundação EDP. 
Este olhar expositivo faz-se a produção artística em Portugal desde os anos 70 à atualidade no que respeita às formulações e questionamentos sobre o natural. 
A Natureza é indissociável da humanidade e esta relação tem suscitado debates pluridisciplinares, nomeadamente em torno das teorias do Antropoceno. Por outro lado, o olhar do artista é ele próprio gerador de uma segunda natureza que já não é a natureza natural, mas sim a do domínio da arte.

Segunda Natureza reúne obras de mais de trinta artistas, oriundos de diversas gerações, que se ramificam em subtemas como sejam a inscrição do corpo em práticas ligadas ao desbravamento da Natureza e ao registo documental de ações; a reorganização do natural de modo a evidenciar os mecanismos de construção cultural que lhe são subjacentes; ou ainda a relação não mimética com a representação na criação de paisagens interiores ou na reapresentação de elementos concretos da Natureza.
Além de muitas obras raramente expostas ao público (Fernando Calhau, João Queiroz, Luísa Correia Pereira e Michael Biberstein), a exposição apresenta ainda uma série de aquisições recentes centrais ao tema (Alberto Carneiro, Alexandre Estrela, João Grama, Mariana Marote e Pedro Vaz).
A acompanhar a exposição, é editado um catálogo, largamente ilustrado e bilingue, que incluirá ensaios de Pedro Gadanho e Luísa Especial, bem como textos de carácter interpretativo sobre uma seleção de obras presentes na exposição.


Artists' Film International 2016
Sala das Caldeiras
De 30 de Junho a 16 Outubro

Institute For New Feeling, This is Presence, 2016

Curadoria de Inês Grosso.

Ocupando o espaço muito peculiar da Sala das Caldeiras da Central Tejo e assinalando a entrada do MAAT na rede Artists' Film International, esta exposição é o resultado de um processo curatorial de escolha entre 16 obras, da qual resultou uma seleção de nove obras que estão instaladas entre o aparato da maquinaria industrial das décadas de 1940 e 50, no contexto de um percurso museológico dedicado à produção de energia elétrica.
São obras realizadas por Eva & Franco Mattes, Igor Bošnjak, Igor Jesus, Karin Sander, Mateusz Sadowski, Rachel Maclean, Rohini Devasher, Institute for New Feeling e Tor Jørgen van Eijk, e que focam a complexa relação entre arte e tecnologia — o tema desta edição do Artists’ Film International. 

Nestas obras os artistas usam a tecnologia como um campo vasto de experimentação, mas também como ponto de partida para uma reflexão crítico-epistemológica sobre os avanços ocorridos neste domínio e a sua relação com a arte contemporânea. Das obras selecionadas, algumas propõem utopias concebidas digitalmente para problematizar o papel destes dispositivos no quotidiano, a sua presença nas diversas esferas da sociedade contemporânea e o seu impacto económico, político e social no mundo globalizado. Outras detêm-se na emergência de experiências relacionadas com as tecnologias digitais de informação e comunicação, sobretudo na Internet, mas também no cinema, como o software de animação e de edição de imagens. Outras ainda, sugerem uma leitura antropológica e social do conceito de identidade no ciberespaço, associando virtualidade e realidade. E por último, aquelas que tão simplesmente exploram a história e o uso criativo do próprio medium, servindo-se da sua especificidade como argumento.

O espectador confronta-se com uma pluralidade de problemáticas, linguagens e realidades locais relacionadas com o tema da exposição; experiências que interrogam (e interrogam-se sobre) a humanização da tecnologia pela arte e a estreita relação entre arte e vida nas perspetivas da ciência e da tecnologia. É justamente no cruzamento entre arte, ciência e tecnologia que reside a dialética entre o antigo e o novo, o passado e o presente, a continuidade e a rutura. 


O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é a mais recente instituição a integrar o Artists’ Film International, um programa dedicado à exibição de vídeos, filmes e animações realizadas por artistas de todo o mundo. 
Iniciado em 2008 pela Whitechapel Gallery (Londres), este programa é agora uma parceria global que reúne 16 instituições. Todos os anos, cada instituição escolhe um trabalho de um artista proeminente no seu país, partilhando-o com as restantes entidades. O conjunto dos trabalhos é depois exibido nos países das instituições participantes, apresentando lado a lado artistas com práticas profundamente enraizadas nos seus contextos individuais. Num momento em que o tema da descolonização da arte e da crítica, face à tradicional perspetiva eurocêntrica ocidental, está no centro dos debates contemporâneos, o Artists’ Film International promove o diálogo entre culturas e práticas artísticas, entre centro e periferia. O programa é concebido como uma plataforma dinâmica e transcultural, uma proposta de disseminação e partilha da produção artística contemporânea no campo da imagem em movimento.


Edgar Martins. Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios
Sala Cinzeiro 8
De 30 de Junho a 16 Outubro

Edgar Martins, «Homem deixa uma carta de despedida com 1904 páginas e mata-se numa experiência de exploração filosófica, 2010» 
(da série Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios), 2016.

Curadoria de Sérgio Mah

Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios é o título do mais recente projecto de Edgar Martins. O projecto começou a estruturar-se no decurso de uma pesquisa no Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Lisboa. Ao longo de três anos, Edgar Martins realizou mais de 1 000 fotografias e digitalizou mais de 3 000 negativos do vasto e extraordinário espólio do IMLCF. Uma parte significativa destas imagens representa provas forenses, nomeadamente de objectos e de armas usados em crimes e suicídios, mas também de locais de crime, máscaras fúnebres, balas, cartas de suicidas e de actividades inerentes ao trabalho do médico-legista. Porém, a par destas fotografias, Edgar Martins começou também a recuperar imagens do seu arquivo ou a produzir novas fotografias sobre outros assuntos, pensadas como contraponto visual, narrativo e conceptual.

Deste modo, o tema da morte é aqui explorado através de uma articulação produtiva entre registos documentais e factuais (vinculados a casos reais e cumprindo as exigências científicas e funcionais do IMLCF) e imagens que procuram incitar o potencial especulativo, ficcional e imaginário em torno do tema. Neste sentido, Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios é um trabalho que se propõe a perscrutar as tensões e as contradições inerentes à representação e imaginação da morte, em especial da morte violenta, e correlativamente sobre o papel decisivo mas profundamente paradoxal que a fotografia – nas suas implicações epistemológicas, estéticas e éticas – tem exercido na sua percepção e inteligibilidade.

Este trabalho marca igualmente uma transição significativa na trajectória criativa de Edgar Martins, depois de projectos anteriores nos quais sobressaía a homogeneidade formal e uma maior incidência de temáticas em torno da tecnologia, da arquitectura, da paisagem e da noção de lugar. Neste novo projecto inclui-se um conjunto mais vasto e diversificado de tipos e processos visuais – fotografias, apropriações, projecções, instalação, texto – assinalando uma crescente inclinação do artista por uma perspectiva mais híbrida e expandida da prática da fotografia e da experiência das imagens.



MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
Av. Brasília, Central Tejo
1300-598 Lisboa
(+351) 210 028 130
maat@edp.pt
Aberto das 12 às 20h
Encerra às terças-feiras
e nos dias 25 Dezembro, 1 Janeiro e 1 Maio