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Império dos Sentidos
Em Direto
Império dos Sentidos Paulo Alves Guerra / Produção: Ana Paula Ferreira

Letras de Canções


La Mort de l’Amour / A morte do amor

Letra Original:


La Mort de l’Amour

Bientôt l'île bleue et joyeuse
Parmi les rocs m'apparaîtra:
L'île sur l'eau silencieuse
Comme un nénuphar flottera...
À travers la mer d'améthyste
Doucement glisse le bateau
Et je serai joyeux et triste
De tant me souvenir
Bientôt!...
Le vent roulait les feuilles morts; mes pensés
Roulaient comme les feuilles mortes, dans la nuit
Jamais si doucement au ciel noir n'avaient lui
Les milles roses d'or d'où tombent les rosées!
Une danse effrayante, et les feuilles froissées,
Et qui rendaient un son métallique, valsaient,
Semblaient gémir sous les étoiles, et disaient,
L'inexprimable horreur des amours trépessés
Les grands hêtres d'argent que la lune baisait
‘Etaient des spectres: moi, tout mon sang se glaçait,
En voyant mon aimée étrangement sourire...
Comme des fronts de morts nos fronts avaient pâli,
Et, muet, me penchant vers elle je pus lire
Ce mot fatal écrit dans ses grands yeux; l'oubli...
Le temps des lilas et le temps des roses
Ne reviendra plus à ce printemps-ci;
Le temps des lilas et le temps des roses
Est passé, le temps des oeillets aussi.
Le vent a changé, les cieux sont moroses,
Et nous n'irons plus courir, et cueillir
Les lilas en fleur et les belles roses;
Le printemps est triste et ne peut fleurir.
Oh! joyeux et doux printemps de l'année,
Qui vins, l'an passé, nous ensoleiller,
Notre fleur d'amour est si bien fanée,
Las! que ton baiser ne peut l'éveiller!
Et toi, que fais tu? pas de fleurs écloses,
Point de gai soleil ni d'ombrages frais;
Le temps des lilas et temps des roses
Avec notre amour est mort à jamais.

Tradução para Português:


A morte do amor

Em breve a ilha azul e alacre
Surgirá entre os rochedos:
A ilha sobre a água silenciosa
Flutuará como um nenúfar...
Através do mar de ametista
O barco desliza docemente
E sentir-me-ei alegre e triste
De tanto recordar
Em breve!...
O vento fazia rolar as folhas mortas; os meus pensamentos
Rolavam como folhas mortas, na noite
Nunca tão suavemente haviam brilhado no céu escuro
Os milhares de rosas de oiro donde cai o orvalho
Uma dança arrepiante, e as folhas encarquilhadas
Que davam um som metálico, valsavam,
Parecendo gemer sob as estrelas, e diziam
O inexprimível horror dos amores acabados
As grandes faias de prata que a lua beijava
Eram espectros: todo o meu sangue gelava,
Ao ver a minha amada sorrir estranhamente...
Como as frontes dos mortos, as nossas frontes haviam empalidecido,
E, mudo, inclinando-me sobre ela, pude ler
Essa palavra fatal escrita nos seus grandes olhos: o esquecimento...
O tempo dos lilases e o tempo das rosas
Não voltará mais nesta Primavera;
O tempo dos lilases e o tempo das rosas
Passou, e o tempo dos cravos também.
O vento mudou, os céus estão sombrios,
E nós não voltaremos a correr, e a colher
Os lilases em flor e as belas rosas;
A Primavera está triste e não pode florescer.
Oh! alegre e doce Primavera do ano,
Que vieste, o ano passado, encher-nos de sol,
A nossa flor de amor está tão emurchecida,
Que o teu beijo, infelizmente, não pode despertá-la!
E tu, que fazes? nada de flores abertas,
Nada de sol jubiloso nem de sombras frescas;
O tempo dos lilases e o tempo das rosas
Morreu para sempre com o nosso amor.


Tradução: Maria Fernanda Cidrais