Economia

Açores cedem aplicação para fiscalizar atividade económica

Açores cedem aplicação para fiscalizar atividade económica
Uma aplicação informática de fiscalização da atividade económica totalmente desenvolvida pelo governo açoriano foi cedida ao executivo madeirense, no primeiro ato de cooperação institucional formalizado na sequência da cimeira Madeira-Açores, realizada no início deste ano.

Na prática, a experiência dos Açores permitiu "uma verdadeira revolução no modus operandi" da Autoridade Regional das Atividades Económicas (ARAE), "tornando-a mais célere e menos burocrática e permitindo toda a gestão estatística e informativa da atividade desenvolvida", afirmou o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira, Eduardo Jesus, na apresentação pública da iniciativa, no Funchal.

O governante destacou que "em menos de quatro meses" foi possível partilhar a solução informática "desenvolvida inteiramente pelo Governo dos Açores" e já a ser aplicada na Madeira.

A aplicação permite "um maior conhecimento do tecido económico, para além de possibilitar um acesso mais fácil e interativo, por parte dos utentes, à instituição, com claras vantagens para a satisfação das suas necessidades", declarou.

Permite, ainda de acordo com Eduardo Jesus, "uma maior monitorização da atividade económica, um conhecimento mais realista do tecido empresarial e dos sectores de maior risco na região", bem como ter ganhos de produtividade, "com uma grande diminuição da burocracia, aumentando os níveis de segurança alimentar, reforçando a confiança dos consumidores".

O inspetor regional das Atividades Económicas dos Açores, Paulo Machado, destacou que a aplicação melhora "a gestão de recursos", possibilitando "libertar tempo" para estar no terreno, já que essa "é a experiência da ARAE Açores" depois da implementação.

"Em poucos meses, dois a três, já se sentirá o efeito dessa mudança, que passa pela implementação desta ferramenta, que já se iniciou porque estamos no momento de formação", aliviando depois a carga administrativa", afirmou.


C/Lusa