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2º lugar para a Queijada da Graciosa

Texto de Victor Rui Dores

2º lugar para a Queijada da Graciosa


Concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal  
2º lugar para a Queijada da Graciosa 


Foi a todos os níveis muito proveitosa a participação graciosense no concurso televisivo “7 Maravilhas Doces de Portugal”, que teve lugar na cidade de Ponta Delgada no passado dia 15 de Julho, com transmissão em directo pela RTP/ 1.

Concorreram, numa primeira fase, 19 doces dos Açores, tendo um grupo de especialistas avaliado e reduzido a lista para 7, sendo 4 da ilha Terceira (“Alfenim”, “Camafeus”, “Pudim Conde da Praia”, “Dona Amélia”), 2 da ilha de S. Miguel (“Esperanças” e “Queijada da Vila”) e a nossa Queijada da Graciosa.

Durante toda a manhã do referido dia, e através de votação telefónica, a Queijada da Graciosa foi o doce mais votado, mas desceu para segundo lugar após a apresentação do doce “Esperanças”, tendo contribuído, para o efeito, as prestações do conhecido empresário micaelense Fernando Neves e da consagrada cantora Kátia Guerreiro.

Seguiu-se novo volte-face e, após intervenções do promotor e do padrinho da Queijada da Graciosa, esta voltou a ser a mais votada. Mas não por muito tempo. Descemos novamente para 2º lugar e nessa posição ficámos até ao fim do programa.

O doce “Esperanças”, da Confeitaria Colmeia, foi eleito pré-finalista do referido concurso, sendo assim o representante da Região Autónoma dos Açores. A respectiva receita, criada no Convento da Esperança há cerca de 100 anos com o nome de Bolinhos de Esperança, foi recentemente recuperada.

O que é de estranhar – e fomos testemunhas disso mesmo em Ponta Delgada – é que um doce tão pouco conhecido da grande maioria dos micaelenses tenha merecido mais pontuação do que a Queijada da Vila, ex libris da doçaria micaelense. Por conseguinte, o 2º lugar obtido pela Queijada da Graciosa, que bateu em toda a linha os doces concorrentes da Terceira, deixa tudo em aberto porque haverá, por parte de um júri credenciado, uma repescagem para os melhores segundos lugares. 

De realçar o empenho e a dedicação de Paulo Félix, bem como de toda a claque graciosense que, em convívio intensamente partilhado, souberam animar as hostes. E de uma coisa tenho a certeza: a Graciosa e a sua doçaria saíram dignificadas neste concurso a nível nacional.  




















Victor Rui Dores