Local

São Jorge protesta pela falta de aviões (Vídeo)

O Conselho de Ilha de São Jorge e as câmaras municipais da Calheta e das Velas denunciaram hoje que aquela ilha está a ser penalizada pela SATA Air Açores, exigindo que o Governo Regional tome medidas.



A presidente daquele órgão, Maria Teixeira, que promoveu hoje uma conferência de imprensa, acompanhada pelos presidentes das câmaras municipais da ilha, Velas e Calheta, considerou que, "sem um sistema de transportes eficiente, eficaz e articulado, o que se promove é um atrofio sério ao desenvolvimento", segundo uma nota de imprensa hoje divulgada.

"O que tem vindo a acontecer na ilha de São Jorge é paradigmático desta deficiente rede de transportes. Nos transportes marítimos são várias as vicissitudes e os incidentes que têm sucedido", declarou a responsável.

Considerando que o "gravíssimo problema que se tem vindo a registar está na falta de capacidade de resposta adequada às necessidades da ilha" por parte da SATA Air Açores", a dirigente refere que o problema dos transportes tem também repercussões demográficas, com a ilha a perder população.

Maria Teixeira declarou que, além das "longas listas de espera na saúde, os habitantes da ilha "esperam meses a fio por uma consulta, um exame ou uma chamada para cirurgia noutra ilha" e, quando "finalmente são chamados, não têm resposta adequada por parte dos transportes aéreos".

"São dezenas os casos de doentes deslocados, muitas vezes para uma simples consulta de especialidade, que foram obrigados a ficar fora da sua ilha vários dias seguidos porque a SATA não tinha lugares disponíveis nos voos de regresso a São Jorge", frisou.

Segundo a líder do Conselho de Ilha, os jovens que vão estudar para o exterior "são sujeitos a dificuldades acrescidas para chegarem à sua universidade por falta de lugares disponíveis" e "perdem dias de férias porque a SATA não assegura resposta adequada".

A dirigente aponta ainda as dificuldades "muitas vezes sentidas por empresários, que precisam de vender ou adquirir mercadorias", de "sair da ilha para realizar um qualquer negócio", receber um vendedor ou cliente e que "não têm capacidade de resposta dos transportes aéreos".

O Conselho de Ilha defende ser "imperioso, de uma vez por todas, que o Governo Regional, em articulação com as administrações públicas que nomeou para as empresas que tutela, olhem para a realidade que os rodeia e encontrem soluções condignas" a quem vive na ilha e a visita.

Lusa e RTP-Açores