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Concertos

Festival Caixa Ribeira 2016

3 e 4 de junho com apoio Antena 1!

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Festival Caixa Ribeira 2016

Reportagem e Emissões Especiais na Antena 1:

Dia 3
  • Reportagem às 14h54, 15h42,16h45 e 17h45.
  • Emissão Especial a partir das 20h
Dia 4
  • Emissão Especial às 15h00
  • Emissão Especial às 20h20
Com Edgar Canelas, Diamantino José, Noémia Gonçalves e Ana Sofia Carvalheda.

Ouvir em direto no rtplay

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"A Caminho do Festival Caixa Ribeira"
- De 2ª a 6ª a Antena 1 antecipa o Festival Caixa Ribeira 2016.
Os Protagonistas que ajudam a construir histórias do Festival que vem a caminho.
Edição de Edgar Canelas às 09h40 e 14h55.

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A 2ªedição do Festival Caixa Ribeira está quase a começar.
Ana Sofia Carvalheda dá-lhe a conhecer os fadistas do Porto que vão pisar os diferentes palcos do Festival.

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O cartaz do Festival Caixa Ribeira está completo. Recheados de protagonistas luxosos, com os melhores Fadistas do mundo do qual já fazem parte nomes como António Zambujo, Gisela João, Raquel Tavares, Aldina Duarte, Helder Moutinho Maria da Fé, entre tantos outros, chega agora a “cereja no topo do bolo”.

Dia 3 de Junho, no Palco Caixa: Ana Moura.




Ana Moura, , conhecida e aclamada pelos quatro cantos do Mundo, é uma das maiores e mais incríveis embaixadoras do Fado dentro e fora de portas. Nas edições discográficas estreou-se há pouco mais de uma década. Quase sempre acompanhada por Jorge Fernando, uma espécie de padrinho e ensinador durante muitos discos, o seu sucesso atinge um clamoroso tamanho, acabando por cantar com ícones da pop mundial como os Rolling Stones, Prince, Gilberto Gil e outros. Com "Desfado" de 2012 (o disco mais vendido em Portugal dos últimos anos, galardão de cinco platinas), juntou a tradição com a contemporaneidade, confirmando-a como uma artista absolutamente singular. Nesse álbum contou com a colaboração de Larry Klein, produtor de nomes-colossos como Joni Mitchell, Tracy Chapman ou Madeleine Peyroux, e com os talentosos Márcia, Luísa Sobral, António Zambujo, Aldina Duarte, entre outros. O último registo da fadista chama-se "Moura". A edição atingiu a marca de Disco de Platina em apenas duas semanas e volta a contar com a produção de Larry Klein. Tal como em "Desfado", são muitos os grandes nomes da música portuguesa que se juntam a Ana Moura. Carlos Tê, por exemplo, é um dos convidados (pela primeira vez a trabalhar com a Fadista), assinando um tema por inteiro, na música e na letra. Outros estreantes são Jorge Cruz (Diabo na Cruz), Edu Mundo ou Sara Tavares, que compõe um tema com a letra de Kalaf (Buraka Som Sistema). Há ainda palavras do escritor José Eduardo Agualusa, cuja música é composta pelo músico angolano Toty Sa´Med, e nomes conhecidos por todos que trabalharam no anterior "Desfado". Nome imperdível e incontestável, Ana Moura no dia 3 de Junho, no Caixa Ribeira.

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Onde está Gisela João?
A fadista vai atuar no festival do Porto a 4 de junho, mas apenas no próprio dia os fãs saberão onde encontrá-la.
O Fado não tem geografia. É uma arte maior que, no Festival Caixa Ribeira, é ainda mais elevada, tendo como cenário um dos mais carismáticos lugares do país, envolvendo o público numa imensa celebração, fazendo vibrar as ruas da Ribeira do Porto e dando uma outra vida a muitos dos seus espaços. A vivência do festival é tanto maior quanto mais o público se deixa surpreender pela descoberta, do fado e da cidade.
Com este sentido de aventura em mente, a 2ª edição do Caixa Ribeira orgulha-se de apresentar uma saborosa surpresa: Gisela João, fadista de alma cheia que chama casa ao norte de Portugal, irá atuar de surpresa. A 4 de junho, a minhota vai certamente emocionar a plateia da Invicta, mas primeiro os seus admiradores terão de descobrir onde, e a que horas, o espetáculo vai acontecer.
Conhecida pelo empenho que coloca em cada subida ao palco, neste concerto “secreto” Gisela João depositará toda a sua magia – e algum suspense, contagiando com a sua espontaneidade o imperdível Caixa Ribeira. No mês em que o Porto sai à rua em honra do “seu” São João, procurar – e encontrar – Gisela no labirinto da Ribeira não podia ser mais adequado e apetecível.

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CARTAZ COMPLETO

Dia 3 de Junho:

Ana Moura; António Chainho com Paulo de Carvalho e Mafalda Arnauth; António Zambujo; Beatriz; Beatriz Felizardo; Eduardo Pinto; Filipa Cardoso; Filipe Duarte; Gonçalo Salgueiro; Homenagem a Fernando Farinha: Miguel Xavier, Patricia Costa, Alexandra Guimarães e Valdemar Vigário; Joana Almeida; Joana Amendoeira; José Geadas; José Gonçalez; José Manuel Neto; Maria da Fé; Maria do Sameiro; Maria João Quadros; Miguel Ramos; Manuel Salé; Nádia Bastos; Pedro Moutinho; Rute Rita; Kiko.

Dia 4 de Junho:

Aldina Duarte; Ana Sofia Varela; Anita Faria; Clássicos do Fado interpretados por Rosita, Manuel Barbosa, Maria da Luz e António Cerqueira; Fados a Nossa Senhora: Ana Pinhal, Miguel Xavier, Patrícia Costa e Sérgio Martins; Gisela João; Helder Moutinho; Jorge Fernando; José Manuel Barreto; Liliana Luz; Maria Armanda; Nelson Duarte; Paulo Ribeiro; Raquel Tavares; Rodrigo & Florência; Sandra Correia; Sandra Loureiro; Sara Correia; Simone de Oliveira; Teresa Tapadas;
Fado à Janela: Jorge Silva, Miguel Monteiro, José Manuel Rodrigues


O Festival Caixa Ribeira regressa à Invicta, nos dias 3 e 4 de Junho, com um cartaz de excelência.
Durante dois dias, mais de 40 fadistas vão atuar em 10 palcos distintos, situados na Ribeira do Porto, numa iniciativa da Caixa Geral de Depósitos e da Música no Coração, com o apoio da Câmara Municipal do Porto, através da Porto Lazer.
Depois do êxito da primeira edição, que levou à Ribeira, do Porto, alguns dos mais consagrados fadistas e onde se viveram momentos únicos e emocionantes, com enorme adesão do público, era obrigatório, sem dúvida, o regresso desta celebração em 2016. E os primeiros nomes anunciados deixam antever uma segunda edição que não só repetirá o êxito da primeira, como contribuirá para a consolidação do Festival na cidade.
Para além dum cartaz promissor, o Festival Caixa Ribeira voltará apresentar 10 palcos singulares numa das zonas mais icónicas da Cidade, a Ribeira.
A novidade deste ano será a inclusão da Casa do Infante no roteiro do Festival, um espaço que constitui uma referência histórica e cultural da cidade, enriquecendo assim o conjunto de espaços que receberão os mais de 40 concertos nestas duas noites de Fado.
O Festival decorrerá assim no Salão Árabe e no Pátio das Nações do Palácio da Bolsa, no Hard Club 1 e 2 no Mercado Ferreira Borges, na Igreja de São Francisco, na Escadaria da Igreja de São Francisco, no Palco Caixa (palco principal localizado no estacionamento da Alfândega), na Cave no Cais da Estiva, na antiga Junta de Freguesia de São Nicolau, o Fado à Janela no Cais da Estiva, e na Casa do Infante.



José Gonçalez tem quase três décadas de carreira e é um dos nomes mais conhecidos e profícuos do Fado. Aos 18 anos estreou-se com “Fado Lusitano” e daí para cá, sublinha-se o encontro com Frei Hermano da Câmara com quem partilhou muitas noites de Fado no espetáculo “Jesus Cristo Anda na Rua”. No ano passado lançou o seu mais recente álbum “Até Deus Gosta de Fado” que será certamente escutado no Caixa Ribeira de 2016.
São inúmeros os Fados gravados em honra de Nossa Senhora. A Fé ou a espiritualidade, sempre estiveram ligados ao Fado. “Avé Maria Fadista”, “Fado a uma Velhinha”, “Nossa Senhora do Fado” entre outros ressoarão pelas vozes de Patrícia Costa, Ana Pinhal, Miguel Xavier e Sérgio Martins, vozes jovens de grande qualidade que vão cantar “Fados a Nossa Senhora”. Um espetáculo único, num espaço também ele único e especial.



A Maria do Sameiro assenta como um vestido perfeito, a expressão deliciosa: “verdadeira mulher do norte”. De uma força imparável, rapioqueira e extrovertida – é assim que se adjetiva -, tem no Fado uma das formas de se exprimir, no entanto só se sente confortável se puder dançar e mexer-se em palco. “Homenagem a Santa Maria” é o seu cartão de visita, mas nos vários trabalhos editados deu-nos a conhecer a também faceta de compositora. Presença assídua nas inúmeras casas de Fado, bem como nas salas de espetáculos por todo o país e estrangeiro, Maria do Sameiro é uma das referências do norte do país. Possui uma voz poderosa que não deixa ninguém indiferente o que lhe valeu a participação no musical Amália de Filipe La Féria.

José Manuel Barreto começou cedo, e por isso teve o privilégio de conviver com nomes como Tristão da Silva, Max, Maria de Lurdes Resende, Carlos Ramos e Rui de Mascarenhas. No entanto, só quando já maturado de idade, é que o Fado se transformou instrumento para viver e ser. Lançou “Amor Presente” em 1988, com produção musical de Luís Pedro Fonseca. Já como fadista profissional começou a atuar na já encerrada casa Nove e Tal, onde cantavam Teresa Tarouca e Nuno da Câmara Pereira. Em 1995, grava dois temas – “O Palhaço” e “Carta ao Vento” – editados na Antologia do Mais Triste Fado, de que participam outros 15 fadistas de grande reconhecimento, entre eles, Fernando Maurício, Manuel de Almeida, Rodrigo, Argentina Santos e Beatriz da Conceição. Em 2001, edita o seu segundo disco a solo, “Fado de Santa Luzia” e em 2012 veio “Fados”, com composições de João Ferreira Rosa, Jorge Fernando, Marco Oliveira, Mário Laginha e Custódio Castelo.

Ana Sofia Varela é, meritoriamente, uma das melhores representantes da designada nova geração de fadistas. Com um currículo vasto, a Alentejana de Serpa, residente em Lisboa, conta no seu histórico artístico, de forma sumária e sem ordem cronológica, com a participação no filme “Fados” de Carlos Saura. Em 2005 vence o Prémio “Amália Rodrigues”, referente à categoria de Melhor Intérprete Feminina e colabora no projeto do lançamento de um CD de homenagem a Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos”.



Filipa Cardoso acreditava, em 2004, aos 25 anos e depois de ser mãe, que "sem cantar Fado a sua vida não fazia sentido" e concorre à Grande Noite do Fado, em Lisboa. Venceu nesta noite, que decorreu no Teatro São Luiz e passou a ser presença notada em casas de Fado de referência do país como Arcadas do Faia, Café Luso, Marquês da Sé ou Clube de Fado, tendo ficado como fadista no elenco privativo do Sr. Vinho, da fadista Maria da Fé. Segue-se também o Teatro de Revista. Em 2005 deve-se assinalar o lançamento, numa edição de autor, do seu primeiro CD, “Fragmento do Fado”. Em 2007, participou no Festival RTP da Canção, num dueto com Edmundo Vieira. A canção "Desta Vez" ficou em 6º lugar. Em 2009, lança o seu segundo álbum “Cumprir Seu Fado”, com a participação de Argentina Santos no tema "Fado da Herança". Estará no Caixa Ribeira, dia 3 de junho.

Miguel Ramos. Inicia a sua carreira aos 14 anos como fadista na casa de Fado "Os Ferreiras”, com Fernando Maurício. Em 1996 concorre a vários concursos de Fado onde obtém em todos o 1º lugar com a “Balada do Sol Errado”. Após a consagração na Grande Noite do Fado, foi convidado a integrar os elencos das casas de Fado mais prestigiadas do país. Aos 24 anos, foi convidado a integrar o elenco da peça de teatro "Amália" de Filipe La Feria durante 2 anos. Posteriormente foi convidado por Jorge Fernando a fazer parte do CD "100 anos de Fado". Como músico, teve o privilégio de substituir, aquele que ainda hoje é a sua referência musical, Carlos Manuel Proença. Miguel Ramos tocou para fadistas profissionais como Camané, Aldina Duarte, Pedro Moutinho, Lenita Gentil, António Rocha, Anita Guerreiro, Carlos do Carmo, Fernanda Baptista, Ada de Castro Ana Sofia Varela, Maria da Fé, Maria Amélia Proença entre muitos outros ilustres.

Paulo Ribeiro tem mais de duas décadas de carreira e é o rosto e a voz do Bandalusa, um dos grupos de maior êxito na música ligeira portuguesa. A sua incursão no Fado já não é novidade e a sua paixão pela música portuguesa e a procura constante de novos desafios levaram-no a aceitar este convite. Uma abordagem diferente ao Fado, no dia 3 de junho.

Joana Almeida tem apenas 18 anos e, acreditem, o Fado é-lhe paixão recente. Ainda assim, tem um talento inato, e por isso, com mérito, venceu o 2º Grande Prémio Nacional do Fado (RTP1/Rádio Amália) – 2015. A sala II do Hard Club recebe-a no dia 3 de junho.

José Geadas. Começou, com 6 anos e de ouvido, por tocar instrumentos de corda. Primeiro o cavaquinho, depois a guitarra portuguesa. Com nove anos foi vencedor da Grande Noite do Fado de Lisboa, na Aula Magna, com um tema inédito que deu título ao seu primeiro CD, "Assim sou Feliz". Fez parte do elenco do Musical “Fado -História de Um Povo“ de Felipe Lá Féria que está em exibição no Casino do Estoril.

Beatriz Felizardo. Começou a cantar aos 7 anos de idade, tendo participado em diversos concursos televisivos. Hoje, tem uma agenda cheia de concertos e promete ser um caso sério na nova geração de fadistas.

Sandra Correia. Profissional desde os 16 anos de idade, a sua carreira é rica de concertos percorrendo palcos de muitos países europeus. Fez rádio, cinema, mas é no Fado que assenta a vida. Tem uma voz sólida e hoje é fadista residente no Clube de Fado, em Alfama.

Teresa Tapadas. Em 1997, a convite de Ricardo Pais e Mário Laginha, participa em Raízes Rurais, Paixões Urbanas, actuando no Teatro S. João, no Porto, na Cité de La Musique, em Paris, e no Teatro da Trindade, em Lisboa. Em 2001 integra o grupo Entrevozes e, em 2004, o grupo Quatro Cantos. Depois de participar no CD La Copla y El Fado, acompanhada pela Orquestra Nacional da Moldávia, estreia-se com o LP “Meu Grão de Paraíso”. Muitos têm sido os países a reconhecerem-lhe o talento. Em 2012 edita o 2º de originais, “Traços de Fado”. Depois veio a versão ao vivo, registada para CD no espectáculo realizado no Centro Cultural de Belém, no final de 2014.





Maria Armanda tem mais de 4 décadas de carreira. Pelos palcos tem brilhado na revista mas sobretudo como enorme e incontornável nome do Fado. Dona de êxitos como “O Meu Soldadinho”, "Só Porque Desenhaste A Rosa Branca", "Mulher De Qualquer Povo da Terra" ou "Mãe Solteira", há muito que o seu nome é uma das marcas indeléveis da canção portuguesa. Apresentará estes e outros sucessos na Ribeira do Porto, no dia 4 de junho.

Maria João Quadros é tão considerada que já viu gigantes da música brasileira escreverem para si: Ivan Lins, Francis Hime, Zeca Baleiro, Chico César e Olivia Byington. Tem cantado nas mais afamadas casas de Fado lisboetas e a sua carreira é categórica. É um dos nomes mais respeitados da nossa praça e estará no Caixa Ribeira no dia 3 de junho.

No edifício da Antiga Junta de Freguesia de São Nicolau, no dia 3, Filipe Duarte. Começou na casa “Faia” mas passou também pela "Mãe Preta”, a "Parreirinha de Alfama” e o "Senhor Vinho", onde esteve na década de 70, durante um período de cerca de 12 anos. A década de 80 foi a fase da internacionalização, estreando-se em países como a Espanha, Estados Unidos, Brasil, Roménia, Tunísia ou Holanda. Com Tony de Matos e Carlos Zel, abre a casa típica "Fado Menor", gerindo depois, durante 11 anos, o “Solar do Fado”, na Calçada da Memória (Ajuda).

A jovem fadista Beatriz estreou-se o ano passado com o álbum “Fado com cores alegres”. Nele participam os músicos Guilherme Banza, na guitarra portuguesa, Nélson Aleixo, na viola e Gustavo Roriz, no contrabaixo. Os doze temas que constituem o disco de estreia correm vários estilos - desde o fado-canção ao tradicional -, e por lá encontramos, entre outros, "Barco negro", "Foi Deus", "Estranha forma de vida" e "Maria Lisboa", do repertório de Amália Rodrigues. Visitará o Caixa Ribeira no dia 3 de junho.

Do Porto, Nelson Duarte. Com mais de duas décadas de carreira, dedica-se de forma visceral como se cada noite, cada canção, fossem únicas e para nunca serem esquecidas. Vai estrear-se no Caixa Ribeira no segundo dia do Festival.

Liliana Luz, antes de se render ao fado, deu voz à música popular, tradicional e até ao funk. Já em Lisboa, a fadista de Cantanhede, começou a cantar fado na casa Marquês da Sé e mais tarde no Restaurante Sr. Vinho, onde passou a fazer parte do elenco desde junho desse ano. Participou na Grande Noite do Fado onde alcançou o 2º lugar e foi a fadista escolhida para fazer parte do elenco da Revista “É Só Rir!”, com Octávio Matos e Natalina José. Já partilhou o palco com grandes nomes do fado como Maria da Fé, Rodrigo, Katia Guerreiro, António Pinto Basto, Anita Guerreiro, Gonçalo Salgueiro e estará no Caixa Ribeira no dia 4 de junho.




Gisela João é, provavelmente, o nome maior da nova geração de fadistas. Irreverente, audaz, com uma postura certeiramente diferente, trouxe o Fado para mais público, tamanho é o seu talento. Minhota de berço, editou o seu disco de estreia em 2013, um título homónimo que marcou a sua carreira. Os 14 temas que constituem a sua primeira aventura discográfica são canções personalizadas e sem espartilhos artísticos forçados pela tradição. Gisela canta as coisas dos dias, sem pruridos, pendurando-se na temática do amor (e desamor), com a coragem dos destemidos.

Hélder Moutinho é um fadista ponderado e instruído do chão que pisa. Tem editado comedidamente, mas sem timidez, no que há competência diz respeito. Em 1999, lançou “Sete Fados e Alguns Cantos”, quatro anos depois, “Luz de Lisboa”, e “Que Fado É Este Que Trago”, em 2008. Tem sido assim, a mapear o tempo de quatro em quatro anos, que Hélder Moutinho tem cimentado o seu talento no universo do Fado. Em Janeiro de 2013 oferece o disco mais conceptual da sua carreira, “1987”. Volta em 2016 com “Manual do Coração” que conta, em exclusivo, com poemas de João Monge. Nas composições, convidados distintos como Carlos Barretto, João Gil, Manuel Paulo, Marco Oliveira, Mário Laginha, Pedro da Silva Martins, Ricardo Parreira, Vitorino ou Zeca Medeiros. Um disco que desfilará protagonista, dia 4 de junho, no Caixa Ribeira.

Com mais de 50 anos de carreira, Maria da Fé é uma das mais importantes intérpretes da arte de bem cantar o Fado. Maria da Fé começou a cantar aos 9 anos e a partir daí nunca mais parou. É uma das artistas portuguesas com mais trabalhos editados, com 30 LPs e 20 CDs nas ruas desde o início da sua carreira, e sucessos como “Cantarei até que a voz me doa” serão para sempre cantados por toda a gente e entoados em uníssono no dia 3 de junho, na Ribeira do Porto



O Mestre António Chaínho dispensa apresentações. A história deste alentejano de S. Francisco da Serra, Santiago do Cacém, confunde-se com a do Fado. Apresentou-se pela primeira vez em público aos 13 anos. Pouco depois dos 20 (nos anos 60) estreia-se na casa de fados Severa, percorrendo outras como O Faia, O Folclore ou Picadeiro. Tocou com nomes como Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Francisco José, Tony de Matos, entre outros. Virtuoso guitarrista e compositor, celebrou no ano que passou 50 anos de carreira e para tal apresentou o novo espetáculo “Cumplicidades” que é também o nome do último registo. A edição conta com a participação de Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Paulo de Carvalho, Ana Bacalhau (dos Deolinda), Sara Tavares, Fernando Ribeiro (dos Moonspell), o fadista Hélder Moutinho, o cantor angolano Paulo Flores e a brasileira Vanessa da Mata, que dá voz ao tema “Aprender a sorrir”. No Caixa Ribeira, no dia 3 de Junho será acompanhado por convidados de luxo, Paulo de Carvalho e Mafalda Arnauth.

Jorge Fernando foi recentemente condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. É um nome central do Fado, como produtor, músico e compositor. Tem unido várias gerações do Fado, colaborando com o seu génio e talento. Foi guitarrista e compositor de Amália Rodrigues, com quem dividiu estúdios e palcos por mais de duas décadas, seguindo caminho a solo e como um dos melhores produtores e autores do repertório nacional de Fado que tem ajudado a definir os rumos de uma nova linhagem, escrevendo êxitos e produzindo discos para artistas como Camané e Ana Moura, entre muitos outros. O seu último trabalho “Chamam-lhe Fado”, é esteticamente diversificado, resultando numa sonoridade em que a música tradicional se funde com o gospel, o hip-hop ou a soul music. Dia 4 de Junho vai também ele passar pelo Caixa Ribeira.

Sara Correia é muito jovem mas tem corrido o país para cantar e encantar, merecendo sempre grandes elogios. Presença constante no Páteo de Alfama e na Casa De Linhares, canta muitas vezes com artistas conceituados como Jorge Fernando ou Maria da Nazaré. Aos 13 anos, foi vencedora da Grande Noite do Fado e virá à Ribeira do Porto, no dia 4 de Junho para mostrar todo o talento que tem caracterizado o seu percurso.



Nome imenso do Fado, Aldina Duarte dispensa apresentações. Para além de uma voz soberba e distinta, escreve como ninguém, sendo também cantada por nomes já icónicos do Fado como Camané, Joana Amendoeira, António Zambujo, Ana Moura, Carminho, Pedro Moutinho, Mariza, entre outros. Fadista-residente no conhecido Sr. Vinho em Lisboa, Aldina leva também com frequência a sua voz além-fronteiras como uma das grandes referências nacionais. Em 2015 regressou com Romance(s), um duplo CD onde se canta um romance escrito em verso por Maria do Rosário Pedreira. Considerado por muitos um dos discos do ano, vai ter, com certeza, lugar de destaque no concerto no Caixa Ribeira.

Gonçalo Salgueiro é um artista multifacetado. Músico, ator e produtor, participou em espetáculos musicais e em algumas das mais conhecidas produções de Filipe La Féria. Foi precisamente em “Amália” que a sua voz começou a merecer reconhecimento. Tem um registo muito particular, quase angelical e um reportório com vários discos. Em 2014, com a renomada soprano internacional Elena Mosuc, juntou Fado, Ópera e Musical, na produção “OPERFADO”. Regressa ao Caixa Ribeira para encantar.

José Manuel Neto é filho de Fadista e começou a tocar Guitarra Portuguesa com 15 anos. É um dos mais virtuosos e reconhecidos instrumentistas da atualidade. Em estúdio gravou com Argentina Santos (“Argentina Santos”), António Zambujo (“O Mesmo Fado”, “Outro Sentido”), Camané (“Esta coisa da Alma”, “Pelo Dia Dentro”, “Como sempre… Como Dantes”, “Sempre de Mim”), Carlos do Carmo (“Ao vivo no Coliseu dos Recreios: 40 anos de Carreira”, “Fado Maestro”), Ana Moura (“Aconteceu”) e Pedro Moutinho (“Encontro”, “Um Copo de Sol”). Autodidata, o seu talento fez com que ao longo dos anos fosse acompanhando vários artistas em casas de Fado de renome. Hoje, depois de vários álbuns, conta também com digressões ao lado de grandes nomes do universo fadista como Carlos do Carmo, Camané, Ana Moura, Aldina Duarte, Cristina Branco ou Mísia. Vai desfilar todo o seu virtuosismo no Caixa Ribeira.



Rodrigo começou novo. Incitado pelos amigos cantava de vez em quando de “capelinha em capelinha”. Aos 26 anos, regressado de França, lançou finalmente o seu primeiro álbum “A Última Toirada Real em Salvaterra” e estava iniciada uma carreira cheia de sucessos e que promete não parar por aqui. Êxitos como “Fado do 31”, “Gente do Mar” ou “Cais do Sodré” tornaram-no num dos mais queridos fadistas nacionais.

Florência é uma voz da rádio. Fez igualmente televisão, teatro de revista e gravou cerca de 63 discos. Galardoada com dois discos de ouro, calcorreou o país de uma ponta a outra, assim como as comunidades portuguesas. Participou em festivais nacionais e internacionais como Festival do Minho, Figueira da Foz, Festival da Canção do Mundo Celta (Espanha) e Festival de Intérpretes (Alemanha). Florência continua em plena actividade artística. Na rádio festival apresenta o programa de divulgação de música e artistas portugueses "Portugal a Cantar".
Rodrigo e Florência juntam-se no Caixa Ribeira para um espetáculo especial e imperdível, dia 4 de junho.

Pedro Moutinho é uma referência e um dos maiores fadistas da atualidade. Com vários álbuns aclamados pela crítica e um Prémio Amália, Pedro Moutinho guarda já um vasto historial recheado de sucessos. Nascido numa família que respira Fado, provou desde o seu disco de estreia, “Primeiro Fado”, e depois com “Encontro”, “Um Copo de Sol”, “Lisboa Mora Aqui”, “O Amor Não Pode Esperar” e agora com o seu último trabalho "Fado em nós", que é uma das mais talentosas vozes nacionais e irá prová-lo no dia 3 de junho, no Caixa Ribeira.

Joana Amendoeira é um nome forte dos novos e recomendáveis do Fado. Com apenas 32 anos de idade, há mais de uma década que a sua qualidade é merecedora dos melhores elogios. Desde 1998 que edita regularmente, apresentando-se pelo mundo fora com êxito e reconhecimento. Este ano está de volta com novo disco de originais. Chama-se “Muito Depois”, reflete a luz de Lisboa e uma diversidade grande de sentimentos, e conta com a participação especial de Paulo de Carvalho. Será com certezaprotagonista, dia 3 de junho no Caixa Ribeira.



O alentejano António Zambujo é hoje uma das vozes mais queridas do público português. Antes do reconhecimento musical, representou durante quatro anos em “Amália” de Filipe La Féria. Com uma série de discos editados, onde funde o Jazz, o Fado e o Cante Alentejano foi vencedor, em 2006, do prémio Amália Rodrigues na categoria de "Melhor Intérprete Masculino de Fado". Canta com enorme sucesso dentro e fora de Portugal. Em 2014, lança “Rua da Emenda”, registo que funde numa harmonia imaculada todos os géneros que lhe são paixão e que lhe valeu mais um disco de platina, 2 Globos de Ouro e a aclamação unânime da crítica. Vem ao Caixa Ribeira no dia 3 de junho para um dos concertos mais esperados do Festival.

Raquel Tavares representa de jeito único e cintilante o Fado moderno. Aos 12 anos, em 1997, venceu a Grande Noite do Fado no Coliseu de Lisboa e, desde então, o êxito não mais a largou. Com dois discos editados, “Raquel Tavares” (2006) e “Bairro” (2008), garantiu um lugar na história do Fado, palmilhando palcos pelo mundo inteiro. Em 2016, nove anos depois do último disco, regressa às edições discográficas com um muitíssimo aguardado novo álbum com edição prevista para esta Primavera. No Caixa Ribeira desfilará a dia 4 de Junho as canções do novo disco para privilégio da sua enorme legião de admiradores.

Simone de Oliveira dispensa apresentações. Canta e representa com uma garra inigualável há quase seis décadas, e é um dos nomes mais conhecidos da canção portuguesa, do teatro, do cinema e da televisão. A carreira de Simone de Oliveira teve os seus primeiros momentos quando venceu o Festival RTP da Canção de 1965 com o tema "Sol de Inverno", de Nóbrega e Sousa e Jerónimo Bragança, e em 1969 com o maior êxito da sua carreira, "Desfolhada Portuguesa", da autoria de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes. Editou vários LPs e EPs, com a colaboração de nomes como José Cid, Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, entre tantos outros. Condecorada com a Ordem do Infante, é uma das artistas portuguesas mais admiradas e consagradas. Nome imperdível, atuará no dia 4 de Junho no Festival.

Kiko tem apenas 15 anos, mas as suas qualidades já são conhecidas por muitos. Em 2012 venceu, na categoria Infantil, o Grande Prémio do Fado RTP/Rádio Amália. Em 2016 edita disco novo que vai apresentar pela primeira vez, em exclusivo, no dia 3 de Junho no Caixa Ribeira.

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O bilhete único para os dois dias já está à venda na Blueticket, no Palácio da Bolsa e nos restantes locais habituais. Tem o preço de 28€, passando a 35€ nos dias do Festival, sendo que os clientes da Caixa têm desconto de 10% nos bilhetes adquiridos com cartão da Caixa no Palácio da Bolsa.

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