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Concertos

Festival MED 2018

De 28 de Junho a 01 de Julho em Loulé

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Festival MED 2018

A Antena 1 no Festival MED

Emissões especiais

5ª feira 28 Junho - 23h
6ª feira 29 Junho - 23h
Sábado 30 Junho - 23h

Pivot: David Joshua
Reportagem: Andreia Pinto
Reportagem: Fernanda Almeida
Produção: Cristina Condinho

EMISSÃO EM DIRECTO NO RTPPLAY

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Festival Med, organizado pela Câmara Municipal de Loulé, é um evento de World Music inspirado na cultura mediterrânica, que transforma o centro histórico de Loulé num desfile de manifestações artísticas e fusão de culturas.
A 15ª Edição do Festival Med realiza-se este ano de 28 junho a 01 de julho no Centro Histórico de Loulé
Este evento conta com 9 palcos por onde passarão as mais variadas propostas da World Music. 

Assistir a um concerto enquanto se degusta alguns pratos tradicionais de Marrocos, Egito, Itália ou Brasil é a proposta do Palco Bica e do Palco Arco. Na Bica, naquele que é também designado como “quintalão”, a programação nasce de uma parceria entre a Câmara Municipal de Loulé e a Casa da Cultura de Loulé que tem tido neste espaço um ponto de lançamento de novos artistas e projetos.

No arranque do Festival, dia 28 de junho, sobem a este palco o projeto brasileiro Primo, encabeçado por Bruna Caram, cantora, compositora, atriz, escritora e professora de canto, e o português Vasco Ramalho, que leva ao palco “Essências de Marimba: Fados&Choros”. No segundo dia do MED, o programa da Bica apresenta duas bandas louletanas de música alternativa, Badweather e Al-Khimia. Na noite de encerramento vai estar neste espaço o projeto espanhol Pólvora que mistura recitais de palavra falada e pop lírico com instrumentais chillout, e também António Caixeiro, um dos responsáveis pela criação do Grupo Coral Bafos de Baco da Cuba, revelando a importância do Cante Alentejano nas novas gerações.

Este ano a curadoria das noites dançantes do Palco da Bica será entregue ao coletivo que também compõe a espinha dorsal da banda galega Pólvora. Pela batuta do maestro Marcos de la Fuente aka Almagato, chegará até ao público o corporal perfume das noites da famosa ‘La Fiesta de los Maniquíes’ (A Festa dos Manequins), um local enigmático e cultural que marcou várias vertentes expressivas na noite de Vigo como local de experimentação e de animação conceptual. O programa é o seguinte: Almagato (World Music Dj Set), no dia 28; “Manequins Dançantes” - Almagato (Cool Beat Dj Set), no dia 29; “Manequins Digitais” - 2pas0s (Digital Live Set), no dia 30.
Já no Palco Arco, Nanook e Amar Guitarra são os artistas residentes que diariamente irão animar este espaço. Um espaço que contará com tasquinhas que irão funcionar com células fotovoltaicas, onde toda a energia necessária ao seu funcionamento (iluminação, frigoríficos, fornos, máquinas de café, etc.) será solar. Uma iniciativa que valeu uma distinção do Programa “Sê-lo Verde”.
O emblemático Jardim dos Amuados recebe um Palco dedicado à música e dança de raiz tradicional, em que as sonoridades dos artistas convidados são acompanhadas pela beleza das danças e colorido dos trajes. Este ano o Palco Jardim conta com a participação de Dhamar, da Índia (dia 28), Milo Ke Mandarini, de Espanha (dia 29) e Iman Kandoussi Trio, de Marrocos (dia 30).
Naquela que é uma das novidades desta 15ª edição do Festival MED, o Palco Calcinha, instalado no ex-líbris cultural da cidade conhecido por ter sido o local onde o poeta António Aleixo “escreveu” grande parte da sua obra, vai contar com muita poesia declamada por louletanos mas também com momentos musicais, num conceito de Café Concerto com o cantautor Afonso Dias que levará a sua música a este espaço.
Finalmente, outra das propostas neste extenso programa musical passa pelo Palco Mercado, onde todos os dias Bruno Maliji, cantor e compositor algarvio, e Eduardo Ramos, cantor e tocador de alaúde e outros instrumentos árabes, portugueses e africanos. Toda a programação disponível em www.festivalmed.pt

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FESTIVAL MED

Incluído no roteiro dos maiores festivais de Word Music da Europa, o Festival MED tem lugar no casco medieval da cidade de Loulé. Para além de um alinhamento musical que traz a Portugal os melhores nomes das músicas do mundo, este festival passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com um claro objetivo de divulgar as várias culturas do mundo.

Origem

A 1ª edição do MED surge no âmbito de várias iniciativas promovidas por Loulé -Cidade Anfitriã do Euro 2004, numa tentativa de concretizar um festival de “música diferente e único”, que potenciasse a promoção do Concelho e permitisse qualificar e diversificar a oferta da sua principal atividade económico - o turismo. Assim, promover e revitalizar a zona histórica da cidade, numa perspetiva de dinamização cultural e, simultaneamente, de divulgação da cultura dos países da Bacia do Mediterrâneo, e da imagem turística em tempo de verão constituíram, em termos gerais, os objetivos da sua realização.
Desde esse ano o Festival MED cresceu, ganhou um maior número de visitantes e de “adeptos”, pelo que o recinto se tem vindo a alargar de ano para ano.
Por outro lado, o Festival é uma iniciativa que contribui significativamente, para a prossecução dos objetivos previstos na própria Estratégia de Sustentabilidade do Concelho de Loulé no que diz respeito à dinamização, recuperação, valorização em sustentabilidade dos espaços construídos e preservação do património. Ainda no que diz respeito ao Turismo, o MED pretende incentivar um turismo sustentável, promover a qualidade e fomentar a criação de fatores diferenciadores.
Para além dos espetáculos e de todas as atividades culturais realizadas, é desenvolvido um trabalho minucioso e criterioso, na preparação de toda a envolvente paisagística e patrimonial, com especial atenção para a decoração de todo o recinto, onde se pretende recriar o ambiente mediterrânico, através de elementos típicos dos países dessa zona, transmitindo ao visitante a essência do evento, repleto de música, arte,
cheiros e sabores e muita animação.
Assim, o ambiente a recriar no riquíssimo “palco natural” da Zona Histórica de Loulé, onde para além do tipicíssimo das casas e das ruas, o Convento Espírito Santo, a Igreja Matriz, os banhos públicos islâmicos de Loulé (descobertos durante escavações arqueológicas), e o Castelo, símbolo máximo do período árabe e medieval, permitem um enquadramento perfeito para que o público viva o verdadeiro espírito do
Mediterrâneo.


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