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Karyna Gomes - "“N’na”"

Edição a 24 de Setembro

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Karyna Gomes - “N’na”

“N’na” é o segundo trabalho de originais de Karyna Gomes e sucede a “Mindjer” (2014), terá edição pela Kavi Music a 24 de setembro de 2021, uma data bastante particular para a artista, muito ligada às suas origens e raízes, este é o dia que assinala a Independência da Guiné-Bissau.
A cantora e compositora guineense deixou para trás uma carreira de jornalista, e desde 2011, a música ganhou novo alento na sua vida.
Talentosamente eclética nos estilos musicais que canta, Karyna Gomes não impõe rótulos a si mesma. O Jazz, pop, música tradicional ou mesmo a ópera, não são géneros desconhecidos da artista, bem pelo contrário. Em “N’na”, Karyna Gomes experimenta a tina (sikó/tambor de água originário da Guiné) na fabulosa versão do clássico “Summertime” de George Gershwin.

Mulher, mãe, cuidadora e uma voz ativa da condição feminina africana.

N’Na foi concebido e composto em casa, no seu pequeno estúdio. Gravado entre Torres Vedras, Moçambique, Paço d’Arcos no Atlântico Blue Studios e na Panela Records.

“N’na é um disco onde revelo minha vertente mais Pop e eletrónica. Fugi dos rótulos e apresento o meu lado mais dançável, minha fé e a minha liberdade. O lado terra está e estará sempre presente, mas ganhou nova roupagem e modernidade através dos ritmos “afro-pop” e “dancehall”. Acredito que o crioulo da Guiné-Bissau pode ganhar outras formas de abordagem na música que não seja só em ritmos tradicionais urbanos locais. Acredito que temos voz na música que se faz no mundo não só no mercado da “world music” ou de músicas denominadas “exóticas”, mas podemos também contribuir até de uma forma rítmica e melódica - potenciado pela fonética da nossa língua - no pop, no Jazz e onde quisermos. Nossa pátria é nossa língua ou nossas línguas. No meu caso tenho várias pátrias porque também estreei a cantar na língua lusa, tão minha quanto o crioulo. Os rótulos nos limitam e ponto. Somos uma legião de artistas POP da Guiné-Bissau e vamos gradualmente ganhando espaço no universo lusófono e mundial. N’na – denominação de mamã na língua mandinga - vem de uma certa forma contribuir para este movimento que busca de mais abertura no universo musical global, assim como desfrutar de certa do estatuto de matriz que é África. Elementos eletrónicos que unidos a uma estética que nos é característica, nossas raízes linguísticas e filosóficas é nossa impressão digital nesta multidão sonora. N’na é mamã, é amor, é sal, é luz, é fresco, é o que se quiser...”
Karyna Gomes - Torres Vedras julho 2021


Alinhamento de N’na:

1- Kaminhu di Terra (Karyna Gomes/Diogo Lopes/Hugo Aly/Leftty James/Daus)
2- Speransa (Karyna Gomes/Phelipe Ferreira/Ariel)
3- Fresku (Karyna Gomes/Daus/Lefty James)
4- Gustu di Mel (Karyna Gomes/Mito)
5- Amor Livre feat DJ Mandas (Zé Manel Fortes/Zé Manel Fortes/( Arranjos remix : DJ Mandas)
6- N’na (Karyna Gomes/Mito)
7- Yahweh ( Karyna Gomes/Ariel/Diogo Lopes)
8- Summertime ( George Gershwin / Ira Gershwin / Heyward Dubose / Dorothy Kuhns Dubose-Dorothy – Howard Fund Publ./ Downtown Music U.K., Ltd.); Arranjos: Filipe Survival
9- Pega Tessu ( Karyna Gomes/Hugo Aly/Rafman/Soluna)
10- Dissa ( Karyna Gomes/Karyna Gomes)
11- Sodadi ( Karyna Gomes/Karla Rodrigues/Rafman/Diogo Lopes/Lefty James)

“N’na" tem apoio da Antena 1, RDP Africa e RTP Africa.