JOLIE, Angelina
Angelina Jolie em "A Troca" — sob a direcção de Clint Eastwood

DVD Memória  

JOLIE, Angelina

A versatilidade de Angelina Jolie permite-lhe distinguir-se no drama e na fantasia, como intérprete e também como realizadora — tem um Oscar, como actriz secundária, pelo filme "Vida Interrompida".

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Estreias
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Angelina Jolie ganhou um Oscar de actriz secundária com o filme “Vida Interrompida”, de James Mangold. Foi no ano 2000, poucos meses antes do seu 25º aniversário. Não era exactamente uma desconhecida, mas estava longe de ser uma estrela. Por vezes encarada como uma figura mais ou menos decorativa em filmes ditos de acção, ela era (ela é), afinal, uma actriz com inusitados recursos dramáticos. Paradoxalmente, o filme que lhe trouxe realmente fama mundial foi um produto típico das convenções mais básicas do cinema de aventuras — ou seja, em 2001, “Lara Croft”.

O primeiro filme em que Angelina Jolie demonstra toda a amplitude do seu talento surgiu em 2007 e intitula-se “Um Coração Poderoso”. Dirigido pelo inglês Michael Winterbottom, nele se evoca a tragédia do jornalista americano Daniel Pearl, raptado e decapitado por terroristas, em 2002, no Paquistão — Angelina interpreta a sua mulher, a francesa Mariane Pearl: esta é a cena em que, perante as câmaras da CNN, Mariane tenta um derradeiro apelo para salvar a vida do marido.


Angelina Jolie voltaria a obter uma nomeação para um Oscar (neste caso, como actriz principal), com aquela que é, provavelmente, a mais notável composição de toda a sua carreira: aconteceu sob a direcção de Clint Eastwood, em 2008, no filme “Changeling”, entre nós intitulado “A Troca”. Trata-se de um drama de invulgar intensidade, centrado no caso verídico de uma mãe, em Los Angeles, corria o ano de 1928, que enfrenta a indiferença das autoridades face ao desaparecimento do seu filho. “A Troca” tem também uma notável banda sonora, discreta, mas carregada de emoções, cujo autor se chama Clint Eastwood.


Agora que reencontramos Angelina Jolie na sequela de “Maléfica”, num registo da mais pura fantasia, vale a pena relembrar que a sua versatilidade se tem revelado também nos seus trabalhos como realizadora, a começar por “Na Terra de Sangue e Mel”, de 2011, sobre a guerra da Bósnia. Isto sem esquecer que a conhecemos até como protagonista de alguns telediscos, com inevitável destaque para “Anybody Seen My Baby?”, uma canção de 1997 dos Rolling Stones.

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publicado 19:40 - 30 outubro '19

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