Kirk Douglas: uma lenda viva
Kirk Douglas e Stanley Kubrick — rodagem de "Horizontes de Glória" (1957)

Clássicos  

Kirk Douglas: uma lenda viva

Com uma carreira admirável, iniciada em finais da década de 40, Kirk Douglas é uma referência lendária da história e da mitologia de Hollywood — nasceu a 9 de Dezembro de 1916, faz hoje 100 anos.

Não receemos utilizar uma frase feita: Kirk Douglas é uma das lendas vivas de Hollywood — hoje, 9 de Dezembro de 2016, celebra 100 anos.

Foi uma actores emergentes em finais da década de 40, surgindo, por exemplo, no clássico do género noir "Out of the Past/O Arrependido" (1947), de Jacques Tourneur, no drama social "Ace in the Hole/O Grande Carnaval" (1951), de Billy Wilder, ou no western "The Big Sky/Céu Aberto" (1952), de Howard Hawks.

Nessa época, "Champion/O Grande Ídolo" (1949), um retrato dos bastidores do boxe assinado por Mark Robson, valeu-lhe a sua primeira nomeação para o Oscar de melhor actor. Voltaria a ser nomeado com "The Bad and the Beautiful/Cativos do Mal" (1952), desencantada visão de Hollywood por Vincente Minnelli, e "Lust for Life/A Vida Apaixonada de Van Gogh" (1956), também de Minnelli.


Nunca ganhou uma estatueta dourada, mas em 1996 a Academia de Hollywood consagrou-o com um Oscar honorário, reconhecendo-o como "uma força criativa e moral na comunidade cinematográfica" — na cerimónia, foi Steven Spielberg quem o apresentou.


Com uma postura intransigentemente humanista, característica do clássico espírito liberal de Hollywood, Kirk Douglas afirmou-se também como um produtor apostado em criar condições para a renovação geracional da indústria cinematográfica. Nesse aspecto, a sua contribuição foi decisiva na afirmação de Stanley Kubrick, em dois títulos que ele também protagonizou: "Paths of Glory/Horizontes de Glória" (1957), sobre o absurdo dos combates na Primeira Guerra Mundial, e "Spartacus" (1960), evocando a revolta dos escravos na Roma antiga.

Com uma longa lista de prémios e distinções, Kirk Douglas tem sido homenageado nos mais variados contextos (incluindo Portugal, no Festival de Tróia). Entre as instituições que lhe atribuiram prémios de carreira incluem-se os Globos de Ouro (prémio Cecil B. DeMille, 1968), o American Film Institute (1991) e o Screen Actors Guild (1999). A sua estrela no 'Hollywood Walk of Fame' foi roubada no ano 2000, tendo sido reposta no seu lugar, no nº 6263 do Hollywood Blvd.

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publicado 16:29 - 09 dezembro '16

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