O CAPITÃO BLOOD (1935)
Errol Flynn — em 1935, no grande espectáculo, ele era o rei dos piratas

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O CAPITÃO BLOOD (1935)

A tradição dos filmes de piratas é uma das mais remotas, e também mais diversificadas, na história dos géneros mais populares do cinema — Errol Flynn e "O Capitão Blood" podem simbolizar tal tradição.

Mesmo os fãs incondicionais de Johnny Depp em trajes de pirata não devem esquecer que ele não é um pioneiro do género: entre os seus antepassados cinematográficos estão alguns nomes emblemáticos da aventura, da grande aventura — e o mais famoso de todos eles dá pelo nome de Errol Flynn.

Errol Flynn contracenava com Olivia de Havilland numa aventura que se transformou num dos mais célebres modelos do filme de piratas. Estava-se em 1935 — portanto, há mais de 80 anos — e o filme chamava-se "O Capitão Blood". A partir da saga do rebelde Peter Blood, Hollywood consolidava um novo género de espectáculo, aplicando os recursos do cinema sonoro que era, convém lembrar, uma novidade ainda muito recente.


Quando olhamos para um filme como este, convém não cedermos a essa arrogância que faz pensar que as grandes proezas técnicas são apanágio dos efeitos especiais do séc. XXI. Bem pelo contrário, filmes como "O Capitão Blood" reflectem uma produção hiper-sofisticada, aplicando de forma brilhante os recursos disponíveis na época.

Importa não esquecer também que a música é uma das grandes proezas deste filme admirável. Quem a assina é Eric Wolfgang Korngold, um dos maiores compositores do cinema clássico americano, nascido na Áustria. Aliás, neste território de muitas nacionalidades cruzadas, convém lambrar ainda que o realizador, Michael Curtiz, era de origem húngara e que sete anos mais tarde, portanto em 1942, Curtiz dirigiu um filme chamado "Casablanca" — com piratas ou sem piratas, estamos a falar, portanto, de momentos de pura nostalgia.

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publicado 23:57 - 03 setembro '17

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