O ator William Hurt morre aos 71 anos

OBITUÁRIO  

O ator William Hurt morre aos 71 anos

Conhecido por filmes como "Os Amigos de Alex", ou "Noites Escaldantes", ganhou o Óscar em 1985 com "O Beijo da Mulher-Aranha".

O actor norte-americano William Hurt, conhecido pelos papéis em filmes como "Os Amigos de Alex" e vencedor do Oscar de melhor ator por "O Beijo da Mulher-Aranha", morreu domingo com 71 anos, noticiou a imprensa norte-americana.

"É com grande tristeza que a família Hurt chora a morte de William Hurt, pai amado e actor vencedor de um Oscar, a 13 de Março de 2022, a uma semana de cumprir o 72.º aniversário", lê-se num comunicado do seu filho Will divulgada em vários meios de comunicação social. "Morreu tranquilamente, de causas naturais e rodeado da sua família", conclui a declaração.

William Hurt construiu a sua reputação com base em personagens peculiares e invulgares, como um polícia russo em "Gorky Park" (1983), um marido rico e distante em "Alice", de Woody Allen (1990), ou um homem com um plano para construir uma máquina que beneficiaria os cegos em "Até ao Fim do Mundo", de Wim Wenders (1991).

Nascido em Washington, a 20 de Março de 1950, viajou pelo mundo enquanto criança, acompanhando o pai diplomata, e estudou teologia antes de entrar na prestigiosa Juilliard School of Art em Nova Iorque.

A carreira de William Hurt remonta aos anos 1970, tendo começado por fazer teatro, antes de se tornar conhecido na representação em cinema e televisão.

O seu primeiro papel no cinema foi como um cientista obcecado no filme "Viagens Alucinantes" de Ken Russell, em 1980. A sua aparição ao lado de Kathleen Turner em "Noites Escaldantes", de 1981, fez dele um símbolo sexual. Em 1985, ganhou o Óscar de Melhor Actor pelo papel de um homossexual que partilhava a cela de uma prisão brasileira com um preso político em "O Beijo da Mulher-Aranha", de Hector Babenco. Seguir-se-iam outras duas nomeações, por "Filhos de Um Deus Menor" e "Edição Especial".



Apesar da crescente fama, William Hurt não parecia confortável com o estilo de vida de Hollywood. "Não me sinto bem com isto. Não me sinto bem a andar no tapete vermelho em fato de gala, a ver as mulheres com os peitos levantados e os homens vestidos de pinguins", disse numa entrevista.

A sua vida privada, no entanto, tinha muito de Hollywood. Casou a actriz Mary Beth Supinger e seguiu-a até Londres, mas divorciou-se dela após regressarem a Nova Iorque. Teve um filho com a bailarina Sandra Jennings, mais dois de outro casamento, e uma filha, Jeanne, com a actriz francesa Sandrine Bonnaire.

Em Maio de 2018, foi diagnosticado com cancro da próstata incurável. O seu filho, contudo, não referiu se foi esta doença a causar a morte do ator.

Hurt recebeu a quarta e última nomeação para o Oscar em 2005 por um papel secundário em "Uma História de Violência", de David Cronenberg.

Mais recentemente, interpretou o General Thaddeus Ross em "O Incrível Hulk" (2008), um papel que repetiria noutros de super-heróis da Marvel, como "Capitão América: Guerra Civil", "Vingadores": Endgame" e "Viúva Negra".

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